Após a aquisição da Abarth pela Fiat em 1971 e um período de foco em rally com modelos como o 131
Abarth, a marca entrou em um hiato até o seu relançamento oficial em 2007. A designação 695
retornou em 2009, não como um modelo de produção em massa, mas como uma plataforma para edições
limitadas de prestígio que conectavam a Abarth a outras marcas de luxo do Grupo Fiat, como
Ferrari e Maserati.
Abarth 695 Tributo Ferrari: O Superesportivo Urbano
Lançado no Salão de Frankfurt de 2009, o Abarth 695 Tributo Ferrari foi projetado para oferecer
aos proprietários de Ferrari um veículo ágil para o tráfego urbano, sem comprometer a alma
esportiva. Este modelo introduziu o motor 1.4 Turbo T-Jet calibrado para entregar 180 hp, uma
marca impressionante para a época em um carro deste segmento.
A transmissão escolhida foi a "Abarth Competizione", uma caixa manual automatizada (MTA) com
borboletas atrás do volante, que buscava mimetizar a experiência de troca de marchas dos modelos
de Maranello. O sistema de frenagem foi atualizado para pinças Brembo fixas de quatro pistões
com discos de 305 mm, garantindo uma capacidade de desaceleração condizente com o aumento de
potência.
Detalhamento da Produção por Cores (Tributo Ferrari)
A exclusividade do modelo foi reforçada por uma tiragem limitada e uma paleta de cores que
remetia diretamente à Ferrari.
| Cor de Lançamento |
Unidades Produzidas (Est.) |
Significado Histórico |
| Rosso Corsa |
1.199 |
Cor oficial da Scuderia Ferrari |
| Giallo Modena |
299 |
Homenagem à cidade natal de Enzo Ferrari |
| Blu Abu Dhabi |
99 |
Referência à expansão global da marca |
| Grigio Titanio |
99 |
Foco em elegância técnica e discrição |
O interior do Tributo Ferrari apresentava bancos "Abarth Corsa by Sabelt" com estrutura em fibra
de carbono, reduzindo o peso em 10 kg em relação aos bancos padrão, além de acabamentos em
Alcantara e um painel de instrumentos específico produzido pela Jaeger.
Abarth 695 Edizione Maserati: O Gran Turismo em Miniatura
Em 2012, a marca apresentou o 695 Edizione Maserati, focado em sofisticação e conforto, em vez da
agressividade bruta do modelo Ferrari. Baseado exclusivamente na carroceria conversível (695C),
o modelo era pintado na cor exclusiva "Pontevecchio Bordeaux" da Maserati e apresentava um teto
de lona cinza titânio.
Diferente do Tributo Ferrari, o foco aqui era o refinamento. O interior era revestido em couro
bege "Poltrona Frau", e o sistema de áudio foi substituído por uma unidade JBL de 400W com 9
alto-falantes e amplificador de 8 canais. Mecanicamente, mantinha os 180 hp do motor 1.4 T-Jet e
a transmissão MTA, mas com um ajuste de suspensão Koni FSD (Frequency Selective Damping)
configurado para uma condução mais suave, embora ainda esportiva. A produção total foi restrita
a 499 unidades numeradas.