A primeira geração do Acura EL, conhecida internamente pelo código de chassi MB4, foi introduzida
no final de 1996 para o ano-modelo de 1997. Embora compartilhasse a estrutura básica com a sexta
geração do Honda Civic sedã, o 1.6EL buscou sua identidade visual no Honda Domani, um modelo
vendido no Japão e na Europa. Os designers Don Herner e Kouichirou Fujii foram os responsáveis
por adaptar essa estética para o mercado canadense, focando em linhas que transmitissem
sobriedade e elegância.
Design e Equipamentos Exclusivos
A diferenciação estética era o principal pilar do 1.6EL. A frente apresentava faróis mais largos
com luzes de direção nos cantos, uma grade trapezoidal invertida com o emblema da Acura e um
para-choque exclusivo com luzes de direção cor de âmbar. Na traseira, uma nova tampa do
porta-malas permitia um formato distinto para as lanternas, que eram maiores e mais luxuosas que
as do Civic. Um detalhe que os proprietários valorizavam era a ausência de fechadura com chave
na tampa do porta-malas; ele era aberto apenas por dentro ou pelo controle remoto, conferindo um
visual mais limpo.
Internamente, o 1.6EL oferecia recursos que não estavam disponíveis no Civic canadense daquela
época:
- Painel de instrumentos com iluminação LED em tom âmbar e tacômetro de série.
- Antena integrada ao vidro traseiro para um visual mais limpo.
- Maçanetas internas cromadas e acabamentos de painel em tons prateados.
- Console central com porta-objetos extra sob a seção central.
- Espelhos retrovisores, maçanetas externas e frisos laterais pintados na cor do veículo.
Motorização e Desempenho do 1.6EL
O motor escolhido para esta geração foi o D16Y8, um propulsor de 1.6 litros com 16 válvulas e
comando de válvulas variável VTEC (Variable Valve Timing and Lift Electronic Control). Este
motor era equivalente ao encontrado no Civic Si Coupé no Canadá (conhecido como Civic EX sedan
nos EUA), garantindo que o EL tivesse sempre o melhor motor disponível na plataforma.
| Especificação |
Detalhe Técnico |
| Código do Motor |
D16Y8 |
| Configuração |
4 cilindros em linha, SOHC 16V |
| Cilindrada |
1.590 cm³ (1.6L) |
| Potência Máxima |
127 hp (95 kW) @ 6.600 rpm |
| Torque Máximo |
107 lb-ft (145 Nm) @ 5.500 rpm |
| Sistema de Combustível |
Injeção Multiponto P2P ECU |
| Ponto de Troca VTEC |
5.600 rpm |
| Aceleração 0-100 km/h |
~8,7 a 9,4 segundos |
| Velocidade Máxima |
~195 km/h (121 mph) |
A transmissão padrão era uma manual de 5 marchas, com uma opção automática de 4 marchas equipada
com controle lógico de inclinação para suavizar as trocas em terrenos montanhosos. A suspensão
era um dos grandes destaques: independente nas quatro rodas com braços duplos oscilantes (double
wishbone) na frente e atrás, o que proporcionava uma dirigibilidade muito superior à média dos
carros compactos da época.
Configurações de Modelos (Trims)
Para atender a diferentes faixas de preço, a Acura organizou o 1.6EL em três níveis de
acabamento:
- Base: Já muito bem equipado, incluía CD player e ar-condicionado de série.
- Sport: Adicionava rodas de liga leve de 15 polegadas e uma suspensão
ligeiramente mais firme.
- Premium: O topo de linha, com bancos de couro de alta qualidade e teto
solar elétrico.
O Facelift de 1999
Em 1999, a primeira geração passou por uma leve atualização estética e funcional para se manter
moderna. A grade frontal recebeu um design de malha atualizado, e os espelhos retrovisores
externos passaram a ser dobráveis e aquecidos na versão Sport. Um detalhe importante para os
entusiastas foi a introdução, em todos os modelos de 5 marchas a partir de 1999, de uma manopla
de câmbio revestida em couro, idêntica à utilizada no Acura Integra GS-R, elevando a sensação de
esportividade ao dirigir.