A terceira geração (DC2 para o Type R/GS-R e DC4 para as versões padrão) é a mais reconhecível e
celebrada mundialmente. Lançada em 1994, ela introduziu o controverso, porém icônico, design
frontal com quatro faróis circulares, apelidado carinhosamente de "bug eye". Embora no Japão o
design tenha sido alterado para faróis retangulares após alguns anos devido à recepção fria do
público local, na América do Norte o design circular permaneceu como a assinatura visual da
marca Acura até o fim da produção em 2001.
Evolução Técnica da Motorização (1994–1997)
A Acura refinou a linha de motores para oferecer uma diferenciação clara entre os modelos de
entrada e os de alta performance. O motor B18B1 equipava as versões RS, LS e GS, oferecendo uma
curva de potência suave e confiável. Já o GS-R recebeu um motor maior e mais potente, o B18C1 de
1.8 litros com VTEC, que contava com um coletor de admissão de dois estágios para otimizar o
fluxo de ar tanto em baixas quanto em altas rotações.
| Característica do Motor |
B18B1 (RS/LS/GS) |
B18C1 (GS-R) |
| Cilindrada |
1.834 cc |
1.797 cc |
| Potência Máxima |
142 hp @ 6.300 rpm |
170 hp @ 7.600 rpm |
| Limite de Rotação (Redline) |
6.800 rpm |
8.000 rpm |
| Taxa de Compressão |
9.2:1 |
10.0:1 |
| Recomendação de Combustível |
Comum (87 octanas) |
Premium (91 octanas) |
O Surgimento do Type R (1997–2001)
Em 1997, a Acura lançou o Integra Type R, um carro que muitos jornalistas automotivos consideram
o melhor veículo de tração dianteira já produzido. O Type R não era apenas um Integra com motor
mais potente; era um carro de corrida homologado para as ruas. A Honda realizou modificações
extensas no chassi, incluindo o uso de chapas de aço mais espessas em áreas críticas e o reforço
das torres de suspensão com soldas por costura.
Para reduzir o peso, itens como o teto solar, o isolamento acústico pesado, o controle de
cruzeiro e até o ar condicionado (que era opcional) foram removidos ou simplificados. O motor
B18C5, montado à mão, utilizava válvulas mais leves e dutos de admissão polidos manualmente para
garantir o máximo de eficiência.
Facelift de 1998 e Detalhes Finais
Em 1998, a terceira geração recebeu seu facelift final. As mudanças incluíram novos desenhos para
os para-choques dianteiro e traseiro, lanternas traseiras com sinalizadores âmbar mais
pronunciados e novas opções de rodas de liga leve. No interior, o conforto foi ampliado com
assentos ajustáveis em altura para o motorista nas versões LS e GS-R, além de novos acabamentos
em couro para as versões topo de linha.
Em termos de produção, a Acura fabricou aproximadamente 260.000 unidades desta geração nos EUA.
Dessas, as versões GS-R cupê representaram entre 30.000 e 35.000 unidades, enquanto o raríssimo
Type R teve apenas cerca de 2.700 unidades vendidas nos Estados Unidos ao longo de seu ciclo de
vida.