1ª Geração
(1996 - 1997)
Ficha técnica, versões e história do Acura SLX.
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(1996 - 1997)
(1998 - 1999)
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Na década de 1990, o mercado automotivo dos Estados Unidos passou por uma transição profunda com a rápida ascensão dos utilitários esportivos, comumente chamados de SUVs. Os consumidores de alto padrão começaram a buscar veículos que unissem a robustez e a posição de dirigir elevada à sofisticação e ao prestígio das marcas de luxo. Para responder rapidamente a essa demanda sem arcar com o imenso custo e o tempo de desenvolvimento de uma plataforma totalmente nova, a Honda recorreu a um acordo estratégico de engenharia de marca, conhecido na indústria como rebatizamento ou rebadge, com a fabricante Isuzu. Desse acordo nasceu o Acura SLX, o pioneiro utilitário esportivo comercializado por uma marca de luxo importada nos Estados Unidos.
A presença do Acura SLX no mercado foi viabilizada por um programa de intercâmbio comercial estabelecido em 1993 entre a Honda e a Isuzu. Pelo acordo, a Honda fornecia carros de passeio para a Isuzu vender sob sua marca no Japão, enquanto a Isuzu retribuía fornecendo caminhonetes e SUVs para a Honda comercializar na América do Norte. O Acura SLX era, na realidade, uma versão levemente modificada e mais luxuosa da segunda geração do Isuzu Bighorn, amplamente conhecido nos Estados Unidos como Isuzu Trooper, modelo construído sobre o chassi de código DJ5.
O veículo era inteiramente fabricado pela Isuzu Motors na planta de Fujisawa, localizada em Kanagawa, no Japão, e posteriormente exportado para os Estados Unidos com os emblemas da divisão de luxo Acura. Diferente de outras reestilizações globais do Trooper, o SLX foi um modelo exclusivo para o mercado norte-americano, não sendo comercializado sequer nos países vizinhos, como Canadá ou México. A estratégia promocional da Acura tentava destacar a versatilidade do modelo com slogans marcantes, definindo o SLX como a forma mais civilizada de deixar a civilização e descrevendo-o como um veículo desenhado para motoristas com um forte senso de aventura.
O Isuzu Trooper original destaca-se como um dos modelos mais rebatizados da história automotiva mundial, tendo sido comercializado sob mais de uma dezena de nomes diferentes por várias marcas. Entre as versões derivadas mais conhecidas estavam o Chevrolet Trooper na América Latina, o Holden Jackaroo e Holden Monterey na Austrália e Nova Zelândia, o Honda Horizon no mercado japonês, o Opel Monterey na Europa continental, o Vauxhall Monterey no Reino Unido, o Subaru Bighorn e até mesmo uma versão de visual esportivo desenvolvida pela divisão especial da Holden, batizada de HSV Jackaroo.
O Acura SLX permaneceu em linha por quatro anos-modelo, de 1996 a 1999, passando por aprimoramentos graduais em equipamentos e uma profunda reestilização mecânica e visual na metade de seu ciclo de vida.
O utilitário estreou no final de 1995, já como modelo 1996, com uma carroceria no formato de perua de seis portas, que consistia em quatro portas laterais para passageiros e portas traseiras bipartidas na proporção 70/30 com dobradiças nas colunas externas. Essa configuração de abertura traseira facilitava o acesso ao amplo compartimento de bagagem em garagens apertadas e eliminava o peso de uma tampa traseira única. No lançamento, o veículo estava disponível em duas configurações de acabamento: a versão básica, chamada de Standard, e a versão topo de linha Premium.
A versão Standard trazia bancos revestidos em tecido cinza, enquanto a Premium adicionava rodas de liga leve com desenho exclusivo, bancos de couro cinza com aquecimento e ajustes elétricos para o motorista e passageiro dianteiro, teto solar panorâmico com acionamento elétrico e diferencial traseiro de deslizamento limitado. Ambas as versões vinham equipadas de série com freios anti-lock (ABS), ar-condicionado, controle de velocidade de cruzeiro (piloto automático), airbag duplo frontal, sistema de som com seis alto-falantes e chapas protetoras de aço sob o chassi para uso fora de estrada.
No ano-modelo 1997, a Acura promoveu refinamentos internos e de conveniência. Um reprodutor de CD integrado ao painel passou a ser item de série em ambas as versões, e os faróis de neblina dianteiros tornaram-se padrão no modelo básico. A versão Premium recebeu de fábrica um display digital instalado no console de teto, batizado de multímetro, que agregava bússola eletrônica, altímetro, termômetro externo e barômetro.
O ano-modelo 1998 marcou a reestilização de meia-vida do SLX, trazendo atualizações estéticas importantes para tentar conter a queda nas vendas. O design externo frontal foi completamente renovado, abandonando o conjunto óptico retangular integrado e adotando uma grade trapezoidal proeminente, faróis mais altos e para-choques integrados mais robustos que aumentavam a agressividade visual. A traseira permaneceu inalterada, recebendo apenas leves retoques no para-choque.
Internamente, o painel de instrumentos foi totalmente redesenhado para exibir o funcionamento do novo sistema de tração integral sob demanda. O travamento das portas por controle remoto sem chave passou a ser oferecido como opcional. Para simplificar a oferta do produto, a Acura descontinuou a versão Premium e concentrou as vendas em uma única versão altamente equipada, que já trazia de série todos os antigos recursos de luxo da versão Premium.
Em seu último ano de mercado, o modelo 1999 recebeu apenas uma melhoria prática na lista de itens de série, que foi a inclusão de um sistema de alarme imobilizador com chave codificada contra furtos. Sem alterações de preço ou novas opções mecânicas, o SLX foi descontinuado no final de 1999 para dar lugar ao Acura MDX, um utilitário desenvolvido inteiramente sobre uma plataforma monobloco da própria Honda.
Diferente dos SUVs modernos construídos sobre plataformas de carros de passeio, o Acura SLX utilizava uma estrutura de chassi de longarinas em formato de caixa feita de aço de alta resistência, o que conferia ao modelo uma excelente rigidez contra torções em terrenos acidentados. A suspensão dianteira utilizava braços duplos sobrepostos em formato de "A" com barras de torção, enquanto a suspensão traseira adotava um eixo rígido com braços múltiplos e molas helicoidais. Toda a calibração de molas e amortecedores foi voltada para privilegiar o conforto e a suavidade de rodagem sobre o asfalto, reduzindo ruídos e vibrações na cabine, embora essa escolha de engenharia fizesse o veículo oscilar excessivamente ao passar por pistas muito esburacadas.
O sistema de frenagem contava com freios a disco ventilados nas quatro rodas com assistência hidráulica e sistema ABS integrado de quatro canais. Os pneus de fábrica eram de uso misto nas medidas 216/80 R16, montados em rodas de liga leve de 16 polegadas, conjunto dimensionado para equilibrar a capacidade de tração em estradas de terra com o conforto acústico nas rodovias.
Ao longo de sua história, o Acura SLX contou com dois motores de seis cilindros em formato de "V", ambos movidos a gasolina e desenvolvidos pela Isuzu.
Os modelos iniciais vinham equipados com o motor de 3,2 litros e 24 válvulas com comando simples nos cabeçotes, que gerava uma potência máxima de 190 cavalos a 5.600 rpm e torque de 188 lb-ft a 4.000 rpm. Este bloco de alumínio contava com camisas de cilindro de ferro fundido integradas e sistema de injeção eletrônica de combustível multiponto sequencial.
O motor era montado longitudinalmente no cofre dianteiro para concentrar o peso próximo ao centro do veículo, melhorando a distribuição de massas e a estabilidade dinâmica. A transmissão era exclusivamente automática de quatro marchas controlada eletronicamente, sem opção de câmbio manual na linha Acura. Para melhorar a dirigibilidade, o câmbio oferecia duas programações distintas de funcionamento acionadas por botões no console: o modo de potência, que esticava as marchas até rotações mais elevadas para priorizar acelerações rápidas, e o modo de inverno, que iniciava a movimentação do veículo em terceira marcha para evitar que as rodas patinassem em superfícies escorregadias.
Com a reestilização de 1998, a Acura introduziu um propulsor de 3,5 litros com duplo comando de válvulas nos cabeçotes e quatro válvulas por cilindro dispostas em um ângulo estreito de 19 graus, o que permitia dutos de admissão mais retos e uma câmara de combustão compacta com formato de teto em cunha. Este motor gerava 215 cavalos de potência a 5.400 rpm e elevava o torque para 230 lb-ft a apenas 3.000 rpm, garantindo muito mais força em baixas rotações.
Entre seus avanços, destacava-se o sistema de indução variável operado por um módulo de controle eletrônico. Em rotações abaixo de 3.600 rpm, o ar passava por dutos longos no coletor de admissão para aproveitar o efeito de pulsação do ar e aumentar o torque. Acima de 3.600 rpm, um atuador eletrônico abria válvulas borboleta internas, direcionando o fluxo de ar por um caminho curto e direto para maximizar a entrada de oxigênio e gerar mais potência em alta velocidade.
O bloco também adotava um cárter com saias profundas e reforços estruturais para reduzir vibrações, além de tampas de válvula feitas em magnésio leve. A ignição era direta por bobinas individuais de 33.000 volts instaladas sobre as velas de ignição, e o escape de aço inoxidável contava com dois catalisadores de ação rápida. Sob aceleração total, o módulo central de controle desativava temporariamente o compressor do ar-condicionado para priorizar o desempenho.
A grande evolução mecânica do Acura SLX na linha 1998 foi a substituição do antigo sistema de tração nas quatro rodas temporário, que exigia que o motorista acionasse fisicamente uma alavanca no assoalho, pelo moderno sistema de tração inteligente sob demanda, denominado Torque on Demand. Controlado por uma unidade eletrônica dedicada, o sistema TOD utilizava uma embreagem de discos múltiplos banhada em óleo localizada dentro da caixa de transferência, monitorando constantemente parâmetros de velocidade de rotação dos eixos, aceleração e carga do motor.
O motorista podia alternar entre os modos de condução de forma simples por meio de seletores no painel:
A tabela abaixo compila todas as especificações técnicas, mecânicas e dimensionais do Acura SLX ao longo de suas duas fases de produção no mercado norte-americano.
| Atributo Técnico | Fase 1: Anos-Modelo 1996 e 1997 | Fase 2: Anos-Modelo 1998 e 1999 |
|---|---|---|
| Código do Motor | Isuzu 6VD1 | Isuzu 6VE1 |
| Configuração de Cabeçote | V6 a 75°, SOHC, 24 válvulas | V6 a 75°, DOHC, 24 válvulas |
| Deslocamento Volumétrico | 3.165 cm³ (3.2 Litros) | 3.494 cm³ (3.5 Litros) |
| Diâmetro x Curso | N/D | 93,4 mm x 85,0 mm |
| Potência Máxima | 190 hp @ 5.600 rpm | 215 hp @ 5.400 rpm |
| Torque Máximo | 188 lb-ft @ 4.000 rpm | 230 lb-ft @ 3.000 rpm |
| Transmissão | Automática de 4 marchas com conversor de torque | Automática de 4 marchas com PCM e redução de torque ativa |
| Relação de Diferencial Traseiro | 4,3:1 | 4,3:1 com deslizamento limitado por embreagem |
| Comprimento Total | 183,5 polegadas (4.661 mm) | 187,8 polegadas (4.770 mm) |
| Largura Total | 72,4 polegadas (1.839 mm) | 72,2 polegadas (1.834 mm) |
| Altura Total | 72,2 polegadas (1.834 mm) | 72,2 polegadas (1.834 mm) |
| Distância entre Eixos | 108,7 polegadas (2.761 mm) | 108,7 polegadas (2.761 mm) |
| Capacidade do Porta-malas | Mínima: 1.465 litros / Máxima: 2.550 litros | Mínima: 1.465 litros / Máxima: 2.550 litros |
| Peso em Ordem de Marcha | 4.315 libras (1.957 kg) | ~4.400 libras (~1.995 kg) |
| Capacidade do Tanque | 22,5 galões (85 Litros) | 22,5 galões (85 Litros) |
Apesar do forte investimento em publicidade da Acura, o SLX registrou vendas muito baixas ao longo de toda a sua trajetória comercial, totalizando apenas 6.590 unidades comercializadas nos Estados Unidos. Como base de comparação, o seu sucessor Acura MDX vendeu 40.950 unidades somente em seu primeiro ano-modelo, superando o volume acumulado de quatro anos do SLX em apenas três meses de vendas no início de 2001.
A tabela a seguir apresenta os preços públicos de venda sugeridos (MSRP) de cada ano, os custos de transporte e as unidades comercializadas anualmente no mercado norte-americano.
| Ano-Calendário | Unidades Vendidas | Preço de Tabela (MSRP Base) | Taxa de Frete (Destination Charge) | Destaques de Equipamento e Vendas |
|---|---|---|---|---|
| 1996 | 2.566 | $33.900 | $420 | Estreia do modelo com motor 3.2L; versão Premium oferecida por adicionais $4.100. |
| 1997 | 1.299 | $35.300 | $435 | CD Player de série; inclusão de multímetro no teto da versão Premium. |
| 1998 | 1.634 | $36.300 | $435 | Reestilização frontal; motor 3.5L DOHC; adoção do sistema TOD; versão única Premium de série. |
| 1999 | 694 | $36.300 | $455 | Alarme antifurto com imobilizador adicionado como item de série. |
| 2000 | 198 | N/D | N/D | Encerramento de vendas e liquidação física de estoques remanescentes nas concessionárias. |
O veículo contava de fábrica com uma garantia contratual básica de 4 anos ou 50.000 milhas (cerca de 80.000 quilômetros). No mercado de usados atual, o SLX é considerado extremamente durável e de manutenção simples para mecânicos independentes, recebendo dos proprietários uma nota média de confiabilidade de 4.2 de 5 e nota de qualidade geral de 4.1 de 5. De acordo com dados estatísticos da plataforma RepairPal, o custo médio estimado de manutenção anual preventiva do Acura SLX é muito baixo para a categoria, girando em torno de $278.
No entanto, em caso de quebras mecânicas mais graves ou necessidade de componentes específicos de reposição, os proprietários podem enfrentar valores elevados devido à raridade de peças no mercado. A substituição completa de um cabeçote de cilindros do motor V6 pode custar entre $4.596 e $5.538; a troca da caixa de engrenagens de direção assistida varia de $2.904 a $3.054; a substituição de um sensor de velocidade do ABS das rodas fica entre $685 e $750; a troca do sensor de temperatura do líquido de arrefecimento varia de $461 a $528; e uma simples troca completa de fluido refrigerante do motor com limpeza de sistema é cotada entre $395 e $430.
O fator determinante para o fracasso de vendas do Acura SLX foi uma crise de reputação severa iniciada em 1996. Durante os testes dinâmicos de estabilidade e manobra evasiva de emergência conduzidos pela conceituada revista de testes de produtos Consumer Reports, o Isuzu Trooper de 1995-1996 e o Acura SLX de 1996 apresentaram um comportamento dinâmico considerado perigoso. A manobra de desvio simulava uma situação comum nas estradas americanas, como desviar rapidamente de um obstáculo na pista (como uma criança ou um animal silvestre) e retornar imediatamente para a faixa original de rodagem.
Nos testes dinâmicos da publicação, os carros apresentaram uma inclinação lateral severa. Em 33 passagens realizadas em diferentes velocidades, os engenheiros da revista registraram que as rodas externas dos veículos perderam contato com o solo em velocidades a partir de 33 milhas por hora (cerca de 53 km/h), chegando a uma inclinação crítica de 45 graus que exigiu a intervenção de apoios de segurança para evitar um capotamento real. Diante disso, a instituição atribuiu aos dois modelos a raríssima e temida classificação de "Não Aceitável" em sua edição de outubro de 1996, estampando na capa da revista a foto de um Trooper inclinado em duas rodas com a palavra "INSEGURO" em destaque.
A divulgação dessa classificação causou um enorme impacto negativo na imagem do modelo, afastando os compradores das concessionárias de forma quase imediata. A Isuzu refutou veementemente a metodologia de testes da revista e entrou com um processo judicial por difamação contra a editora Consumers Union. O processo arrastou-se nos tribunais e o júri concluiu que, embora houvesse parcialidade de ambas as partes e que algumas declarações publicadas mostrassem "desprezo temerário" pela verdade dos fatos, o dano mercadológico ao Trooper e ao SLX já era irreversível.
Os porta-vozes da Acura e da Isuzu defenderam publicamente que o veículo atendia rigorosamente a todos os requisitos de segurança do governo federal. O órgão de segurança viária do governo americano (NHTSA) foi acionado pela associação de consumidores para forçar um recall compulsório, mas após realizar testes de pista próprios e revisar o banco de dados de acidentes reais, a agência governamental recusou-se a abrir uma investigação oficial ou ordenar um recall, emitindo uma nota oficial que afirmava não haver qualquer indício real de defeito de fabricação ou perigo incomum na condução do veículo. Embora a suspensão traseira tenha sido ligeiramente modificada nas linhas seguintes para rebaixar o centro de gravidade e acalmar o público, a desconfiança sobre capotamentos prejudicou a imagem do Acura SLX até o fim de sua produção em 1999.
Mesmo com um ciclo de vida curto e marcado por controvérsias de segurança, o SLX forneceu dados de mercado valiosos para a Acura entender a evolução dos SUVs de luxo. A experiência prática mostrou que os compradores de utilitários esportivos de alto padrão desejavam a posição elevada e a versatilidade de espaço, mas não estavam dispostos a abrir mão do conforto de rodagem suave, do silêncio de cabine e da estabilidade nas curvas típica dos carros de passeio de luxo, algo difícil de alcançar em uma arquitetura pesada de chassi sobre longarinas de caminhonete.
A partir desse aprendizado, a marca projetou o substituto direto do SLX, o Acura MDX, lançado no mercado norte-americano no final de 2000 como modelo 2001. Desenvolvido internamente a partir da plataforma monobloco da minivan Honda Odyssey, o MDX trazia uma dinâmica refinada para uso no asfalto, suspensão independente nas quatro rodas e excelente aproveitamento de espaço interno. Essa mudança provou-se extremamente correta, transformando o MDX em um sucesso imediato de vendas e inaugurando uma nova era de crossovers modernos que ditam o rumo do mercado de luxo atual.
No final de 2019, para celebrar o marco histórico de mais de um milhão de veículos equipados com o sistema de tração inteligente SH-AWD vendidos na América do Norte, a Acura construiu um veículo especial em homenagem ao seu primeiro utilitário esportivo. O projeto consistiu em um profundo trabalho de restauração e modernização de um exemplar original do Acura SLX do ano 1997, apresentado ao público no evento automotivo de cultura clássica Radwood, na Califórnia.
O trem de força original foi totalmente removido para dar lugar à tecnologia moderna da marca. Os engenheiros instalaram sob o capô o motor 2.0 Turbo de quatro cilindros com duplo comando e controle de válvulas VTEC acoplado a uma transmissão automática moderna de dez velocidades, conjunto mecânico herdado diretamente do crossover Acura RDX.
Com um retrabalho de calibração eletrônica e novos coletores de escape e admissão, a potência foi elevada para estimados 350 cavalos de potência e o torque para 340 lb-ft, oferecendo um desempenho muito superior ao trem de força original. Toda a parte inferior recebeu a adaptação física do sistema de tração integral permanente SH-AWD de quarta geração, com suspensão traseira multilink modificada.
Visualmente, a Acura manteve as linhas quadradas clássicas da carroceria de 1997, aplicando a moderna cor vermelho perolado de fábrica na carroceria e mantendo os para-choques e apliques laterais em tom prata champagne, idêntico aos padrões de época. O jipe recebeu rodas de liga leve personalizadas Fifteen52 Tarmac de 17 polegadas calçadas com pneus todo-terreno Yokohama Geolander A/T nas medidas 245/65 R17.
O interior foi totalmente restaurado, trazendo bancos de couro cinza escuro costurados no estilo clássico da linha Milano, volante revestido em couro com borboletas integradas para trocas manuais de marcha, detalhes de acabamento em madeira escura nas portas e no console, além de tapetes de tear personalizados. Esse projeto serviu para demonstrar de forma criativa como o utilitário original poderia ter sido refinado caso a Acura dispusesse de suas tecnologias modernas de tração dinâmica na década de 1990.
Imagens do Acura SLX