A ressurreição contemporânea do modelo foi oficialmente revelada em 30 de agosto de 2023, sob o comando do
CEO da Alfa Romeo, Jean-Philippe Imparato. O projeto começou a ser traçado em junho de 2022, herdando parte
do desenvolvimento estrutural de um projeto superesportivo da Alfa Romeo que havia sido anteriormente
arquivado e reaproveitado para dar vida ao Maserati MC20. Desenhado por César Barreau sob a direção de
Alejandro Mesonero-Romanos no Centro Stile da Alfa Romeo, o modelo serve como um tributo moderno às formas
criadas por Franco Scaglione.
A produção foi estritamente limitada a 33 unidades feitas sob medida, todas vendidas a colecionadores
selecionados antes mesmo da revelação oficial do carro por meio do programa de personalização "Bottega". A
fabricação artesanal foi delegada à prestigiada Carrozzeria Touring Superleggera, com as entregas de
produção iniciadas em dezembro de 2024 e concluídas recentemente.
Embora o novo 33 Stradale compartilhe a seção inferior do chassi monocoque de fibra de carbono e os
subchassis de alumínio dianteiro e traseiro com o Maserati MC20, a sua estrutura superior é totalmente nova
e exclusiva. Adicionalmente, as tomadas de ar, a calibração de suspensão ativa de braço duplo e o sistema de
direção semivirtual foram refinados de forma independente pela Alfa Romeo.
Uma diferença técnica crucial reside em seu propulsor a combustão interna: o motor V6 biturbo de 3.0 litros,
posicionado longitudinalmente na traseira, é um desenvolvimento direto do propulsor V6 de 2.9 litros usado
nos modelos Quadrifoglio da Giulia e do Stelvio. Diferente do motor Nettuno da Maserati, o V6 da Alfa Romeo
não utiliza o sistema de pré-câmara de combustão, entregando uma calibração exclusiva de mais de 620 CV
associada a uma transmissão automática de dupla embreagem de 8 marchas da ZF que envia o torque para as
rodas traseiras por meio de um diferencial eletrônico de deslizamento limitado.
Como alternativa de propulsão ecológica, a fabricante ofereceu uma configuração 100% elétrica (BEV) composta
por três motores síncronos de ímã permanente que produzem uma potência combinada superior a 750 CV. Esse
conjunto elétrico opera em uma arquitetura de alta tensão de 800 volts com uma bateria de 102 kWh brutos (90
kWh utilizáveis), garantindo aceleração de zero a cem quilômetros por hora em menos de três segundos e uma
autonomia estimada em cerca de 450 km sob o ciclo de testes WLTP.
Apesar do forte apelo de engenharia e do pioneirismo que a versão elétrica representaria para a fabricante de
Arese, nenhum dos 33 compradores finais do superesportivo optou pela propulsão elétrica. Dois clientes
haviam inicialmente encomendado a versão elétrica (BEV), mas decidiram alterar as especificações de seus
pedidos para o propulsor V6 biturbo a gasolina durante o processo de detalhamento técnico do carro.
Essa escolha unânime realça um comportamento claro no mercado de superesportivos artesanais de colecionador:
compradores priorizam a experiência auditiva do motor a combustão, a leveza dinâmica (o modelo V6 a
combustão pesa menos de 1.500 kg, enquanto o elétrico supera os 2.100 kg devido às baterias pesadas) e o
envolvimento mecânico purista em detrimento do desempenho instantâneo silencioso oferecido pelos sistemas
elétricos.
O valor estimado de cada exemplar artesanal superou a faixa de 2 milhões de dólares. O modelo exibe
atualmente uma valorização expressiva no mercado de colecionadores, com unidades remanescentes sendo
negociadas no mercado secundário por valores que variam entre 3 e 3,9 milhões de euros.