O ciclo de vida do Alfa Romeo Arna estendeu-se de 1983 a 1987 em uma única geração. Ao longo desse período, a
fabricante rejeitou a aplicação de reestilizações estéticas na carroceria, optando por direcionar os
investimentos a evoluções mecânicas e de acabamento interno.
O veículo chegou ao mercado europeu no final de 1983 nas configurações de entrada L (três portas) e SL (cinco
portas), equipadas com o motor boxer de 1,2 litro de 63 cavalos. Paralelamente, houve a introdução
temporária de uma versão de apelo ligeiramente esportivo, denominada TI de três portas, equipada com motor
de 1,3 litro e 71 cavalos de potência.
No ano de 1984, a gama foi aprimorada com a chegada de variantes de alto desempenho. A versão TI de 1,3 litro
foi atualizada com um novo motor que adotava dois carburadores de corpo duplo Weber ou Dell'Orto, elevando a
potência para 86 cavalos e permitindo atingir a velocidade máxima de 173 km/h. No mesmo período, foi
introduzida a versão topo de linha TI de 1,5 litro, que entregava 95 cavalos de potência.
Em novembro de 1984, já como linha 1985, a Alfa Romeo implementou uma série de melhorias técnicas e de
engenharia. O motor básico de 1,2 litro foi atualizado com a substituição do carburador de corpo simples por
um carburador vertical de corpo duplo Solex, o que elevou sua potência de 63 para 68 cavalos. No interior, o
Arna recebeu novos materiais de revestimento e modificações nos grafismos do painel. O chassi e a parte
elétrica também evoluíram com a instalação de novas molas helicoidais na suspensão traseira e um sistema
elétrico de 12V revisado para mitigar falhas crônicas de funcionamento.
Em meados de 1986, a Alfa Romeo descontinuou as versões TI, mantendo em produção apenas as opções básicas de
1,2 litro e a configuração de 1,5 litro até o encerramento das atividades da linha de montagem em 1987.