A família DB5 foi composta por quatro configurações de carroceria muito distintas, cada uma voltada para um
nicho específico do mercado de alto luxo da época.
Saloon (Cupê)
A carroceria cupê de duas portas e configuração interna de 2+2 assentos foi a mais popular da linha, servindo
de base para o desenvolvimento do carro que alcançaria fama mundial nas telas de cinema. Foram produzidas
pouco mais de 800 unidades nesta configuração clássica.
Convertible (Conversível)
Lançado logo após a apresentação do cupê, o modelo conversível de duas portas manteve o refinamento e as
linhas elegantes da Touring Superleggera. Entre 1963 e 1965, foram fabricados apenas 123 exemplares do
conversível, tornando-o consideravelmente mais raro que o cupê. Desse lote, somente 19 unidades foram
produzidas originalmente com direção do lado esquerdo para atender ao mercado de exportação. O acabamento
interno exibia um painel pintado na cor externa da carroceria, e a Aston Martin oferecia como acessório raro
de fábrica uma capota rígida removível feita de aço. Apenas 12 desses conversíveis saíram de fábrica
equipados com a motorização Vantage original.
Short Chassis Volante
No final da produção do DB5, em setembro de 1965, restavam 37 chassis não utilizados na fábrica. Para
aproveitar essa estrutura de forma eficiente enquanto iniciava as vendas do novo DB6 (que contava com
entre-eixos alongado), a fabricante lançou uma série de transição muito exclusiva. Produzidos entre outubro
de 1965 e outubro de 1966, esses 37 conversíveis ficaram conhecidos como "Short Chassis" Volante. Sob a
carroceria, os veículos eram essencialmente carros da série DB5, mas visualmente traziam elementos de estilo
do DB6, como os para-choques bipartidos dianteiros e traseiros, além de lanternas traseiras verticais
emprestadas do Triumph TR4. Foi a primeira vez que a marca utilizou a nomenclatura "Volante" para designar
seus conversíveis de luxo.
Shooting Brake (Perua)
A perua de luxo de duas portas nasceu de uma exigência pessoal de David Brown. Como era praticante de polo e
caçador ativo, ele precisava de um veículo que comportasse seus cães e equipamentos esportivos sem abrir mão
do requinte e desempenho de seu cupê esportivo pessoal. O protótipo construído para ele despertou interesse
imediato de clientes abastados da marca. Devido à alta demanda na linha de montagem principal em Newport
Pagnell, a Aston Martin transferiu as conversões para a tradicional empresa de carrocerias Harold Radford,
em Londres.
Radford modificou 12 cupês para o formato Shooting Brake. O processo exigiu uma reconstrução significativa do
teto de alumínio, a adaptação de uma grande porta traseira articulada no topo e a instalação de bancos
traseiros rebatíveis para ampliar o espaço de bagagem. Para garantir a estabilidade do veículo após a
alteração de peso e estrutura, o chassi recebia reforços pesados adicionais. O custo dessa modificação
aumentava o valor de tabela do veículo em cerca de £2.000, o que equivalia ao preço de uma casa inteira no
Reino Unido na época, limitando o público comprador a um círculo muito seleto.