O DB6 utilizou o motor de seis cilindros em linha com bloco e cabeçote de liga de alumínio e duplo comando de
válvulas no cabeçote (DOHC) projetado por Tadek Marek. Esse motor de 3995 cc (96 mm de diâmetro e 92 mm de
curso) manteve a base mecânica consagrada no DB5, mas passou por refinamentos de calibração para atender a
diferentes mercados e normas regulatórias.
A versão padrão era alimentada por três carburadores de fluxo lateral SU HD8 com taxa de compressão de 8.9:1,
gerando 282 bhp de potência a 5500 rpm e 400 Nm (295 lb-ft) de torque a 4500 rpm. A versão Vantage utilizava
três carburadores Weber 45 DCOE e taxa de compressão elevada para 9.4:1, elevando a potência para 325 bhp a
5500 ou 5750 rpm e mantendo o torque em 393 Nm. Em janeiro de 1966, a fábrica introduziu três especificações
distintas de regulagem para o motor Vantage, conhecidas como "VA", "VB" e "VC", que consistiam em diâmetros
internos e giclês de carburadores diferenciados para garantir o desempenho ideal do motor em variadas
altitudes e condições atmosféricas ao redor do mundo.
No modelo Mark II, a Aston Martin ofereceu o sistema de injeção eletrônica de combustível AE Brico em
conjunto com o cabeçote de alta compressão. Desenvolvido em Coventry de meados de 1968 até o cancelamento do
projeto em 1971, o sistema AE Brico era uma tecnologia de injeção contínua e não sincronizada (untimed). Ele
utilizava uma central eletrônica (ECU) equipada com dois transistores de potência OC28 que funcionavam como
interruptores de estado sólido para acionar os injetores. Os injetores eram acionados em dois blocos de três
unidades a cada rotação de 720 graus do motor, baseando-se em sinais de sincronismo magnético emitidos por
um sensor montado no distribuidor ou no comando de válvulas. Internamente, a ECU abrigava um sensor de
pressão do coletor de admissão de formato circular metálico para calcular a carga do motor.
Embora inovadora, a tecnologia da Brico era complexa para a época e apresentou problemas crônicos de
funcionamento, como falhas de ignição, perda de potência e instabilidade elétrica. Diante disso, a fábrica
produziu apenas 46 unidades do Mark II com o sistema (identificadas pelo prefixo de chassi "DB6Mk2FI").
Devido ao desgaste e às constantes panes, a maior parte desses veículos foi posteriormente convertida de
volta para alimentação por carburadores SU ou Weber pelo departamento de serviço da própria montadora.
Atualmente, apenas um número mínimo de carros mantém o sistema AE Brico original ativo.
Em restaurações e reparos contemporâneos conduzidos por especialistas, muitos desses motores de seis
cilindros em linha são retificados e têm sua cilindrada aumentada para 4,2 litros ou até 4,7 litros para
ganho de confiabilidade e potência.
| Parâmetro Técnico |
Motor Standard (SU) |
Motor Vantage (Weber) |
Motor AE Brico FI |
| Alimentação |
3 Carburadores SU HD8 |
3 Carburadores Weber 45 DCOE |
Injeção Eletrônica AE Brico |
| Taxa de Compressão |
8.9:1 |
9.4:1 |
9.4:1 |
| Potência Máxima |
282 bhp (286 PS) @ 5500 rpm |
325 bhp (330 PS) @ 5500-5750 rpm |
325 bhp (330 PS) @ 5750 rpm |
| Torque Máximo |
400 Nm (295 lb-ft) @ 4500 rpm |
393 Nm (290 lb-ft) @ 4500 rpm |
393 Nm (290 lb-ft) @ 4500 rpm |
| Velocidade Máxima |
241 km/h (150 mph) |
245 km/h (152 mph) |
241 km/h (150 mph) |
| Aceleração (0 a 96 km/h) |
~ 8,4 segundos |
~ 6,0 segundos |
~ 6,2 segundos |