Aston Martin DB9

Aston Martin DB9

Ficha técnica, versões e história do Aston Martin DB9.

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Aston Martin DB9 AM802

AM802

(2004 - 2008)

5.9 456 cv
Aston Martin DB9 AM802 1st Facelift

AM802 1st Facelift

(2009 - 2010)

5.9 477 cv
Aston Martin DB9 AM802 2nd Facelift

AM802 2nd Facelift

(2011 - 2012)

5.9 477 cv
Aston Martin DB9 AM802 3rd Facelift

AM802 3rd Facelift

(2013 - 2016)

5.9 547 cv

Dados Técnicos e Históricos: Aston Martin DB9

O Renascimento de Gaydon

A trajetória do Aston Martin DB9, produzido entre 2004 e 2016, não representa apenas a cronologia de um veículo de Grand Turismo (GT), mas sim o documento vivo da transformação industrial e corporativa da Aston Martin no século XXI. Sob a égide do Premier Automotive Group (PAG) da Ford, a marca britânica enfrentava um ultimato no início dos anos 2000: evoluir de uma manufatura de nicho, artesanal e financeiramente instável, para uma competidora global capaz de enfrentar Ferrari e Porsche em volume e tecnologia, ou enfrentar a irrelevância.

O DB9 foi a resposta a esse desafio existencial. Lançado no Salão do Automóvel de Frankfurt de 2003, ele marcou o fim da era de produção em Newport Pagnell e inaugurou a moderna instalação de Gaydon, em Warwickshire. Diferente de seu antecessor, o DB7 — que, apesar de ter salvo a empresa na década de 1990, era derivado de uma plataforma modificada do Jaguar XJS — o DB9 foi um projeto "folha em branco". A responsabilidade comercial sobre os ombros do DB9 era imensa: a Ford projetava um aumento nas vendas anuais da marca de 1.500 para 8.000 unidades, e o DB9, posicionado estrategicamente entre o Vantage e o topo de linha Vanquish, era o pilar central dessa expansão.

Este relatório analisa exaustivamente a engenharia, a evolução do design, as especificações técnicas e o legado de mercado do Aston Martin DB9, dissecando como este modelo definiu a identidade da marca por mais de uma década.

Engenharia Estrutural: A Plataforma VH

A inovação mais crítica introduzida pelo DB9 não foi seu motor ou seu design exterior, mas sim a arquitetura que o sustentava. O modelo estreou a plataforma VH (Vertical/Horizontal), uma filosofia de engenharia que ditaria a construção de todos os Aston Martins da "Era Gaydon" até a chegada do DB11 em 2016.

A Arquitetura de Alumínio Colado

O termo "Vertical/Horizontal" refere-se à flexibilidade modular da plataforma, permitindo que ela fosse esticada ou encurtada em dimensões verticais e horizontais para sustentar diferentes modelos — do compacto Vantage ao sedã Rapide — utilizando os mesmos processos de manufatura e pontos de fixação fundamentais. Isso permitiu à Aston Martin, uma fabricante de baixo volume, diluir os custos de desenvolvimento de chassi entre múltiplos veículos.

A construção do chassi do DB9 representou uma ruptura tecnológica com o passado. Abandonando a construção tradicional em aço, os engenheiros de Gaydon optaram por um chassi de alumínio extrudado e colado. O processo envolvia a união de painéis de alumínio e vigas extrudadas utilizando adesivos epóxi de grau aeroespacial de alta resistência, complementados por rebites mecânicos.

  • Vantagens Técnicas: Esta técnica, similar à utilizada no Lotus Elise, evita o calor da soldagem que pode distorcer o metal, resultando em uma estrutura com tolerâncias muito mais precisas.
  • Rigidez e Peso: O resultado foi um chassi que pesava 25% menos que a carroceria do DB7, mas oferecia o dobro da rigidez torcional. Essa rigidez é fundamental para o desempenho da suspensão, permitindo que os amortecedores trabalhem de forma eficiente sem a interferência da flexão do chassi.

Materiais Compósitos e Distribuição de Massa

Para atingir o equilíbrio dinâmico ideal, a Aston Martin empregou uma estratégia de materiais mistos na carroceria e nos componentes estruturais:

  • Alumínio: Utilizado no capô, teto e para-lamas traseiros.
  • Compósitos Leves: Os para-lamas dianteiros e a tampa do porta-malas foram fabricados em materiais compósitos para reduzir o peso nas extremidades do veículo, diminuindo o momento de inércia polar e melhorando a resposta em curvas.
  • Magnésio: Empregado na coluna de direção e nas estruturas internas das portas, economizando quilogramas cruciais em áreas altas do veículo, o que ajuda a baixar o centro de gravidade.

A distribuição de peso foi meticulosamente planejada para atingir a proporção perfeita de 50:50 entre os eixos dianteiro e traseiro. Para isso, a caixa de câmbio foi montada na traseira (configuração transaxle), conectada ao motor por um tubo de torque de liga leve contendo um eixo de transmissão de fibra de carbono. O motor V12 foi posicionado na configuração "dianteira-central", ou seja, fisicamente atrás da linha do eixo dianteiro, garantindo que a maior parte da massa estivesse contida dentro da distância entre eixos.

Design e Estética: A Proporção Áurea

O design do DB9 é amplamente citado como um dos mais belos e atemporais da história automotiva moderna. O projeto inicial foi liderado por Ian Callum, mas foi finalizado e refinado por Henrik Fisker antes do lançamento. A estética do carro não se baseava em agressividade ostensiva, mas na elegância das proporções clássicas de um GT britânico: capô longo, cabine recuada e uma traseira curta.

Elementos de Design Distintivos

  • Grade Frontal: A grade tradicional da Aston Martin foi reinterpretada com cinco barras horizontais de alumínio anodizado. Diferente de designs anteriores, ela foi integrada de forma mais orgânica ao para-choque, sem parecer um elemento adicionado posteriormente.
  • Portas "Swan Wing" (Asas de Cisne): O DB9 introduziu as portas que se abrem ligeiramente para cima, em um ângulo de 12 graus. Embora esteticamente dramáticas, a função primária era prática: permitir que as portas passassem por cima de calçadas altas sem raspar, além de facilitar o acesso à cabine baixa devido ao ângulo de abertura.
  • Linhas Laterais e Aerodinâmica: O perfil lateral é definido por uma linha de cintura única e contínua. As saídas de ar laterais ("side strakes") nos para-lamas dianteiros, feitas de metal, tornaram-se uma assinatura visual que alojava os indicadores de direção. Aerodinamicamente, o carro evitou grandes aerofólios. A estabilidade em alta velocidade (o DB9 alcançava cerca de 300 km/h) era garantida por um assoalho plano e um difusor traseiro que gerava sucção, mantendo o carro plantado sem arruinar a pureza das linhas superiores.
  • Traseira Musculosa: As "ancas" traseiras do carro são largas e curvadas, evocando potência. A tampa do porta-malas possui um "flip" sutil (que se tornou mais pronunciado nos modelos pós-2013) para auxiliar na aerodinâmica.
Powertrain V12: Evolução e Especificações

Ao longo de toda a sua produção, o DB9 foi impulsionado exclusivamente por um motor V12 naturalmente aspirado de 6.0 litros (5.935 cc). Este motor, derivado da unidade usada no Vanquish original, passou por constantes refinamentos para aumentar a potência, a eficiência e a resposta ao acelerador.

Período de Produção Código/Geração Potência Máxima Torque Máximo 0-100 km/h Velocidade Máxima
2004 – 2008 AM04 (Gen 1) 450 bhp (456 cv) 570 Nm 4,9s (Auto) / 4,7s (Manual) ~300 km/h
2009 – 2012 Gen 2 (Facelift) 470 bhp (477 cv) 600 Nm 4,6s 306 km/h
2013 – 2015 AM11 (Gen 4) 510 bhp (517 cv) 620 Nm 4,5s 295 km/h
2016 (Final) DB9 GT 540 bhp (547 cv) 620 Nm 4,4s 295 km/h

Detalhes Técnicos e Melhorias Progressivas

  • Fase Inicial (2004-2008): O motor original entregava 450 bhp e era elogiado por sua resposta linear e som característico. A construção era toda em liga leve, com duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) e 48 válvulas.
  • Atualização de 2009: A Aston Martin revisou o cabeçote e a gestão eletrônica para extrair 20 bhp adicionais (totalizando 470 bhp) e aumentar o torque, melhorando a dirigibilidade em médias rotações.
  • O Motor AM11 (2013): Com o grande facelift de 2013, o DB9 recebeu o motor código "AM11". Esta unidade incorporava tecnologias do modelo Virage e do novo Vanquish, incluindo comando de válvulas variável duplo, câmaras de combustão usinadas em CNC e uma bomba de combustível de maior capacidade. Crucialmente, o motor foi posicionado 19mm mais baixo no chassi, melhorando ainda mais o centro de gravidade e atendendo a normas de segurança para pedestres.
  • O Ápice (DB9 GT): A versão final, o DB9 GT, extraiu 540 bhp do V12, representando o limite de desenvolvimento desta arquitetura no chassi do DB9.
Transmissões: Touchtronic vs. Manual

O sistema de transmissão do DB9 é um ponto focal para colecionadores e entusiastas, definindo o caráter de condução do veículo. O carro utilizava um tubo de torque para conectar o motor à caixa de câmbio montada na traseira.

ZF "Touchtronic 2" Automática (Padrão)

A vasta maioria dos DB9s foi equipada com a transmissão automática ZF 6HP26 de seis velocidades, comercializada pela Aston Martin como "Touchtronic 2".

  • Interface: O sistema dispensava a alavanca de câmbio tradicional. A seleção de marchas (P, R, N, D) era feita através de botões de cristal no painel (a partir de 2009) ou no console, enquanto as trocas manuais eram operadas por borboletas (paddle shifters) de magnésio fixas na coluna de direção.
  • Limitação Tecnológica: É importante notar que, ao contrário do Vanquish e do Rapide S que receberam a moderna caixa ZF de 8 velocidades (Touchtronic III) em seus anos finais, o DB9 permaneceu com a caixa de 6 velocidades até o fim de sua produção em 2016. Isso é frequentemente citado como uma desvantagem em relação à eficiência e desempenho dos modelos finais.

Graziano Manual de 6 Velocidades (A Raridade)

Uma transmissão manual convencional de seis velocidades, fabricada pela Graziano, foi oferecida como opção sem custo adicional desde o lançamento até aproximadamente 2011.

  • Desempenho: A versão manual era ligeiramente mais rápida na aceleração de 0 a 100 km/h (4,7s contra 4,9s da automática nos primeiros modelos) e oferecia uma conexão mecânica pura que os puristas valorizam.
  • Descontinuação: Devido à demanda extremamente baixa — o perfil típico do comprador do DB9 preferia o conforto do automático para uso GT — a opção manual foi silenciosamente retirada dos catálogos nos anos finais.
Dinâmica de Chassi, Suspensão e Facelifts

O DB9 utilizava suspensão independente de braços sobrepostos (double wishbone) nas quatro rodas, incorporando geometria anti-mergulho na dianteira e anti-agachamento na traseira para manter a carroceria nivelada sob aceleração e frenagem fortes.

O Pacote "Sports Pack"

Em resposta às críticas iniciais de que o DB9 era excessivamente focado no conforto e faltava nitidez dinâmica comparado aos rivais, a Aston Martin lançou o opcional "Sports Pack" em 2006/2007. Este pacote transformava o comportamento do carro através de alterações físicas significativas:

  • Componentes: Incluía molas mais rígidas (aumento de 68% na rigidez dianteira e 64% na traseira), uma barra estabilizadora dianteira modificada e amortecedores revisados.
  • Estrutura: Uma mudança crucial foi a substituição do painel inferior (undertray) de compósito, que suportava cargas, por uma peça de alumínio estrutural, aumentando ainda mais a rigidez torcional do chassi e a precisão da direção.
  • Rodas Leves: O pacote incluía rodas de alumínio forjado de 5 raios exclusivas, presas por porcas de titânio, que economizavam cerca de 1 kg de massa não suspensa por roda, melhorando a resposta da suspensão.

Sistema de Amortecimento Adaptativo (ADS)

A partir do facelift de 2011/2012, o sistema de amortecimento adaptativo (ADS - Adaptive Damping System) tornou-se padrão. Este sistema monitorava o acelerador, freios e direção para ajustar a rigidez dos amortecedores em tempo real, oferecendo modos distintos como "Normal", "Sport" e, posteriormente, "Track" (nos modelos GT), permitindo que o carro alternasse entre um cruiser confortável e um esportivo rígido ao toque de um botão.

Cronologia Detalhada e a "Saga Virage"

A vida do modelo pode ser segmentada em três eras principais, marcadas por atualizações cosméticas e mecânicas profundas.

  • Fase 1 (2004 – 2008): Os primeiros carros definiam a pureza do design original. O interior apresentava um console central mais convencional. O lançamento do Volante (conversível) ocorreu pouco depois do Coupe, em 2004/2005. O teto do Volante era de tecido dobrável, operando em 17 segundos, e foi projetado para manter a silhueta elegante do Coupe quando fechado.
  • Fase 2 (2009 – 2012): Em 2008/2009, o DB9 recebeu atualizações significativas. A potência subiu para 470 bhp e a transmissão Touchtronic recebeu atualizações de software. O console central foi redesenhado para um estilo "cascata" (waterfall). A mudança mais icônica foi a substituição da chave convencional pela "Emotion Control Unit" (ECU): uma chave de cristal de safira e aço inoxidável que é inserida em um slot iluminado no centro do painel para dar a partida.
  • O Interlúdio Virage e a Unificação (2011 – 2013): Em 2011, a Aston Martin lançou o modelo Virage, posicionado entre o DB9 e o DBS. O Virage tinha um design mais moderno e 490 cv, mas falhou comercialmente por ser muito similar ao DB9. Em 2012/2013, a Aston Martin descontinuou o Virage e aplicou seu design e engenharia ao DB9. O "novo" DB9 de 2013 era, essencialmente, um Virage rebatizado, recebendo freios de Carbono-Cerâmica (CCM) como item de série.
  • O Final: DB9 GT (2016): O modelo de despedida, lançado como ano/modelo 2016. Ostentava emblemas "GT", detalhes em preto no divisor e difusor, e a potência máxima de 540 bhp.
Edições Especiais e Estatísticas de Produção

Edições Especiais: Exclusividade e Colecionismo

  • DB9 LM (Le Mans) - 2008: Criada para celebrar a vitória na classe GT1 em Le Mans. Apenas cerca de 60-69 unidades produzidas na cor Sarthe Silver, com o pacote Sports Pack de série.
  • Carbon Edition (2014): Disponível em Carbon Black ou Carbon White, com elementos de fibra de carbono nas saídas laterais e lanternas traseiras.
  • Morning Frost - 2011: Estilo luxuoso com pintura perolizada branca e interior em couro Bronze Metálico.
  • Centenary Edition - 2013: Limitada a 100 unidades mundialmente. Destacava-se pela pintura "graduada", logotipos de prata esterlina sólida e couro Deep Soft.
  • DB9 GT Bond Edition - 2016: Limitada a 150 unidades globais. Pintura Spectre Silver, emblemas "007 Bond Edition" e acessórios de luxo inclusos (relógio Omega e mala Globe-Trotter).
  • "Last of 9" - 2016: A série final absoluta de apenas 9 unidades, com especificações da divisão "Q by Aston Martin".

Estatísticas de Produção: Raridade e Mercado

O volume total de produção do DB9 ao longo de 12 anos é estimado em aproximadamente 16.500 unidades. Embora seja um número alto para a marca, certas configurações são extremamente raras.

Modelo / Variante Estimativa de Produção Global
Total DB9 (Todas as versões) ~16.500 unidades
DB9 Coupe Manual ~385 unidades
DB9 Volante Manual ~237 unidades
DB9 GT Bond Edition 150 unidades
DB9 LM (Le Mans) ~60-69 unidades
Last of 9 9 unidades

A combinação de câmbio manual é o "Santo Graal" para colecionadores. Com menos de 400 Coupes Manuais produzidos em todo o mundo, estes carros comandam preços significativamente mais altos no mercado de usados. A raridade se acentua nos modelos pós-2009 (com o motor de 470 bhp e painel novo), que são virtualmente inexistentes com câmbio manual.

Tecnologia, Manutenção e Legado

Tecnologia de Bordo e o Desafio do Infotainment

  • Era Volvo (2004–2011): Os primeiros modelos utilizavam um sistema de navegação baseado em DVD herdado da Volvo, com tela retrátil, considerado hoje obsoleto.
  • Era Garmin (2012–2015): Com o facelift de 2013, a Aston Martin migrou para um sistema baseado na tecnologia Garmin (AMi I) com tela fixa e cartões SD.
  • AMi II (2016 - DB9 GT): Apenas no modelo final GT, o carro recebeu o sistema AMi II, com interface mais moderna, mas sem Apple CarPlay/Android Auto.

Sistemas de Áudio: Variaram entre o Linn Audio (950W, problemático), Alpine Premium (700W, padrão e robusto) e o opcional Bang & Olufsen BeoSound (1000W, com tweeters motorizados).

Guia de Manutenção e Confiabilidade

  • Bobinas de Ignição (Coil Packs): O V12 gera muito calor, degradando as bobinas. A substituição é trabalhosa (exige remoção do coletor). Recomenda-se troca preventiva a cada 5-7 anos.
  • Corrosão do Subquadro Traseiro: O subquadro traseiro é de aço e propenso a corrosão severa. A substituição é cara (£3.000+). Inspeções regulares são essenciais.
  • Drenos de Água e Faróis: Drenos entupidos causam infiltrações que danificam módulos eletrônicos. Faróis sofrem com condensação e são unidades seladas (substituição necessária).
  • Manutenção da Transmissão: Recomenda-se a troca regular do fluido da transmissão automática, contrariando a sugestão inicial de ser "vitalício".

Conclusão

O Aston Martin DB9 Coupe encerrou sua produção em julho de 2016, sendo substituído pelo DB11, mas seu legado é incontestável. Ele foi o "salvador" que provou a viabilidade da Aston Martin como uma fabricante moderna. Com mais de 16.000 unidades vendidas, ele democratizou o acesso ao motor V12 britânico sem sacrificar a exclusividade da marca. Para a história automotiva, o DB9 permanece como um marco de design — a aplicação perfeita da Proporção Áurea em metal. Ele combinou a força bruta de um V12 de 6.0 litros com a sofisticação de um chassi de alumínio colado, criando um Grand Tourer que, mesmo décadas após seu lançamento, continua sendo uma referência de beleza e elegância.

Dados técnicos baseados em: • Catálogo oficial da montadora • Documentação WLTP / Inmetro quando disponível • Press releases oficiais

Conteúdo editorial produzido por Gabriel Carvalho. | Última revisão: Dezembro/2025.