Contexto Histórico e a Ruptura de Design
Em meados da década de 1960, a Aston Martin precisava substituir o DB6, cuja arquitetura
baseada no DB4 já estava datada. O mercado exigia GTs com mais espaço e conforto. Após a
falência da Carrozzeria Touring, o design foi internalizado e confiado a William Towns,
que rompeu radicalmente com as curvas suaves anteriores.
O DBS, apresentado em 1967, exibia uma estética "fastback" com linhas retas, largura
imponente e uma grade frontal que ocupava toda a extensão do veículo, abrigando quatro
faróis de quartzo-iodo. Era um verdadeiro quatro lugares, oferecendo o espaço interno
que faltava ao DB6.
O Interregno do Motor de Seis Cilindros
O planejamento original previa o lançamento com um novo motor V8, mas atrasos no
desenvolvimento forçaram o uso do motor de seis cilindros em linha de 4.0 litros do DB6.
Isso criou um paradoxo: o DBS era mais pesado que seu antecessor, resultando em
desempenho inferior. Para mitigar isso, a especificação Vantage (com três carburadores
Weber) foi oferecida como opção sem custo.
A Chegada do DBS V8 (1969)
Em 1969, a visão original concretizou-se com o DBS V8. O motor de 5.340 cc projetado por
Tadek Marek, com quatro comandos de válvulas e injeção mecânica Bosch, transformou a
dinâmica do carro.
- Potência Estimada: ~320 bhp.
- Velocidade Máxima: ~257 km/h (160 mph), conferindo-lhe o título de
"carro de produção de quatro lugares mais rápido do mundo".
- Diferenças Visuais: Rodas de liga leve GKN de 15 polegadas e discos
de freio ventilados.
Dados de Produção (1967–1972)
Cronologia de Produção do DBS (6 Cilindros)
| Ano |
Quantidade |
Notas |
| 1967 |
3 |
Início em Setembro. |
| 1968 |
238 |
Primeiro ano completo. |
| 1969 |
309 |
Pico de produção. |
| 1970 |
180 |
Declínio com a chegada do V8. |
| 1971 |
49 |
Produção reduzida. |
| 1972 |
23 |
Fim da produção. |
| Total |
802 |
Total validado. |
Nota Técnica: Existem 26 chassis que iniciaram como 6 cilindros mas
receberam motores V8, sendo reclassificados.
Legado Cinematográfico
O DBS verde oliva de 1969 é imortalizado no filme "007 - A Serviço Secreto de Sua
Majestade". Diferente do DB5 repleto de gadgets, este era uma máquina bruta e realista,
refletindo o tom mais sério do filme e cimentando a imagem do carro como símbolo de
elegância melancólica.