Para compreender a importância do Aston Martin V8 Volante, é fundamental situá-lo no contexto turbulento da
indústria automobilística britânica da década de 1970. A introdução do V8 Volante em 1978 não foi apenas o
lançamento de um novo modelo; foi uma declaração de sobrevivência e um compromisso com o artesanato de
Newport Pagnell. O modelo representou o retorno da marca aos conversíveis de prestígio, preenchendo uma
lacuna deixada desde o fim da produção do DB6 Volante em 1970.
A nomenclatura "Volante" é uma assinatura exclusiva da Aston Martin para seus modelos conversíveis. O termo
evoca a ideia de "voar" ou mover-se com leveza e agilidade. O V8 Volante foi projetado para ser mais do que
um carro esporte; ele foi concebido como um Grand Tourer (GT) supremo, mantendo a configuração clássica de
motor dianteiro e tração traseira.
O Legado de Tadek Marek: O Motor V8
O coração do V8 Volante é o seu motor, projetado pelo engenheiro polonês Tadek Marek. Este propulsor V8 de
5.340 cc (5.3 litros) é uma peça de engenharia lendária que serviu à Aston Martin por mais de três décadas.
- Arquitetura: Construído inteiramente em liga de alumínio, com duplo comando de válvulas
no cabeçote (DOHC) para cada bancada de cilindros, totalizando quatro comandos.
- A Era dos Carburadores (1978–1985): O V8 Volante herdou a configuração de quatro
carburadores Weber de corpo duplo, fornecendo mais de 300 cavalos de potência e uma trilha sonora
gutural.
- A Transição para Injeção Eletrônica (1986–1989): Em 1986, foi introduzido o sistema de
injeção eletrônica Weber-Marelli, melhorando a economia, a partida a frio e a suavidade.
Chassi, Suspensão e Transmissão
O V8 Volante foi construído sobre uma plataforma de aço reforçada, com a carroceria moldada manualmente em
alumínio. Para compensar a perda do teto, os engenheiros realizaram um extenso trabalho de reforço no
chassi, resultando em um peso de cerca de 1.990 kg.
A suspensão combinava geometria de carros esporte com soluções de conforto. A traseira utilizava o
sofisticado eixo De Dion, que mantém as rodas paralelas e reduz o peso não suspenso.
Transmissões: Automática Chrysler Torqueflite de 3 velocidades (predominante) ou manual ZF
de 5 velocidades (rara e desejada pelos puristas).