1ª Geração
(2005-2008)
A limusine de alto desempenho: o sedã que fundiu o conforto de classe executiva com a alma de um carro de corrida.
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(2005-2008)
(2009-2013)
(2013-2019)
(2020-2024)
O lançamento do Bentley Continental Flying Spur em 2005 não foi um evento isolado, mas sim um movimento calculado e crucial na estratégia de renascimento da Bentley sob a égide do Grupo Volkswagen. Seguindo o sucesso estrondoso do Continental GT de 2003, o Flying Spur foi projetado para capitalizar esse momento, estendendo o apelo da marca a um novo segmento: o sedã de ultraluxo e alta performance. Ele foi concebido para ser o "irmão de quatro portas" do GT, compartilhando não apenas a engenharia, mas também o espírito de um Grand Tourer capaz de cruzar continentes com velocidade e conforto incomparáveis.
Desde o seu início, o carro foi definido por uma dualidade fundamental: a capacidade de oferecer o desempenho de um supercarro para o motorista e, simultaneamente, o conforto e o requinte de uma limusine para os passageiros. Esta filosofia se tornaria o fio condutor de toda a sua evolução, um equilíbrio delicado entre a emoção ao volante e a opulência serena.
A escolha do nome "Flying Spur" não foi acidental. Foi um resgate deliberado de um dos nomes mais reverenciados da história da Bentley, associado aos icônicos sedãs S1 Continental Flying Spur de 1957, construídos pela carrozzeria H.J. Mulliner. Este ato de nomear conectou o novo carro a uma linhagem de elegância e potência, conferindo-lhe uma legitimidade histórica instantânea e sinalizando ao mercado que este não era apenas mais um sedã de luxo, mas a continuação de uma lenda.
O Continental Flying Spur de 2005 foi o resultado de um processo de desenvolvimento simultâneo com o aclamado Continental GT. Ambos os veículos foram concebidos pela mesma equipe de design, sob a liderança de Dirk van Braeckel e do Chefe de Design Exterior, Raul Pires, garantindo uma coesão visual e de engenharia que definiu a nova face da Bentley. A base para esta nova família de modelos foi a robusta plataforma D1 do Grupo Volkswagen, uma arquitetura de engenharia avançada que também sustentava o Volkswagen Phaeton e o Audi A8. Esta partilha de tecnologia foi uma decisão pragmática que permitiu à Bentley, com recursos então mais limitados, lançar um produto tecnologicamente sofisticado de forma eficiente. No entanto, também apresentou o desafio de diferenciar claramente o pedigree britânico do Bentley de seus parentes alemães, algo que a marca superou através de um design exterior distinto e um artesanato interior inigualável.
As alterações de design para transformar o cupê em um sedã foram substanciais e focadas em proporcionar um espaço traseiro verdadeiramente luxuoso. A distância entre eixos foi alongada em 320 mm, o teto foi elevado e o comprimento total do veículo atingiu quase 5,3 metros. Em vez da musculatura pronunciada sobre as rodas traseiras do GT, o Flying Spur adotou uma linha de cintura elegante e contínua, conferindo-lhe uma presença mais formal e imponente, sem sacrificar a semelhança familiar evidente na dianteira, com seu capô dominante e a distinta grade em matriz da Bentley.
O coração do modelo de lançamento era o monumental motor W12 de 6.0 litros, biturbo, com 48 válvulas. Esta obra-prima da engenharia produzia 560 PS (552 bhp) e um torque avassalador de 650 Nm (479 lb-ft) disponível a partir de meras 1.600 rpm. A configuração em 'W' tornava o motor incrivelmente compacto para um 12 cilindros, beneficiando a distribuição de peso.
Acoplado a uma transmissão automática ZF de 6 velocidades e a um sistema de tração integral permanente com diferencial central Torsen, este motor era capaz de impulsionar o sedã de quase 2,5 toneladas de 0 a 100 km/h em aproximadamente 5,2 segundos, alcançando uma velocidade máxima de 312 km/h (194 mph). Na época de seu lançamento, estes números o consagraram como o sedã de produção mais rápido e potente do mundo, um feito notável que imediatamente estabeleceu o Flying Spur como um líder em seu segmento.
O interior era o verdadeiro santuário da marca, uma demonstração do artesanato de Crewe. Utilizando os melhores couros e folheados de madeira, cada cabine era montada à mão para criar uma atmosfera de luxo absoluto e conforto supremo. Equipamentos de série, como climatização de quatro zonas, assentos elétricos com aquecimento, ventilação e memória, sistema de navegação e um icônico relógio Breitling no painel, garantiam que tanto o motorista quanto os passageiros fossem envolvidos em opulência e tecnologia de ponta.
A introdução do Continental Flying Spur Speed em 2008 foi a resposta da Bentley à crescente demanda por um desempenho ainda mais visceral, solidificando a reputação do modelo como um verdadeiro "sedã esportivo". O motor W12 foi meticulosamente recalibrado para produzir 610 PS (602 bhp) e 750 Nm (553 lb-ft) de torque, representando um aumento de 9% na potência e 15% no torque em relação ao modelo padrão.
Este aumento de força teve um impacto direto e impressionante no desempenho. O tempo de aceleração de 0 a 100 km/h foi reduzido para 4,8 segundos, e a velocidade máxima foi elevada para 322 km/h (200 mph). Este número não era apenas um dado técnico; era um marco simbólico, fazendo do Flying Spur Speed um dos primeiros sedãs de luxo a quebrar oficialmente a barreira das 200 milhas por hora, um território até então reservado a supercarros exóticos.
As melhorias, no entanto, iam muito além do motor. O chassi recebeu uma atenção especial para garantir que a dirigibilidade correspondesse à potência extra. A suspensão foi rebaixada em 10 mm, e foram instaladas buchas mais rígidas e barras estabilizadoras mais espessas. Pneus Pirelli P-Zero de alta performance em rodas de 20 polegadas completavam o pacote, resultando em uma dirigibilidade mais afiada, maior resposta da direção e um controle de carroceria superior em curvas. Visualmente, o Speed se distinguia por detalhes sutis, mas significativos, como a grade do radiador e as entradas de ar em cromo escurecido, rodas com design exclusivo e saídas de escape "rifled" (estriadas), que insinuavam seu potencial dinâmico. No interior, o caráter esportivo era reforçado pelo estofamento com costura em padrão de diamante e pedais de alumínio perfurados.
Para clientes que desejavam um nível ainda maior de personalização e esportividade, a Bentley oferecia o pacote Mulliner Driving Specification. Este pacote opcional adicionava elementos que realçavam o caráter dinâmico do carro, como rodas esportivas de 20 polegadas, pedais de alumínio perfurados, uma alavanca de câmbio serrilhada com acabamento em cromo e couro, e o icônico estofamento em couro com costura em padrão de diamante, que se tornaria uma assinatura da marca.
Em contrapartida, a versão Series 51 focava primordialmente na expressão do design. Lançada como uma celebração do estúdio de design da Bentley, esta série especial permitia um nível de personalização quase ilimitado. Sua característica mais notável foi a introdução, pela primeira vez, de um interior em três tons, oferecendo combinações de cores e acabamentos exclusivos que transformavam cada carro em uma peça única de arte automotiva.
O sucesso do Continental GT criou a plataforma perfeita para o lançamento do Flying Spur. A Bentley soube capitalizar a imagem e a engenharia do cupê para introduzir um sedã que já nascia com uma reputação de performance e luxo. A partilha da plataforma D1 foi uma decisão pragmática que permitiu à Bentley, com recursos limitados na época, lançar um produto tecnologicamente avançado de forma rápida e eficiente. O resultado foi um sucesso comercial retumbante, com mais de 4.500 unidades entregues em seu primeiro ano completo de produção, um número que solidificou a posição da Bentley no mercado global de luxo. A demanda inicial foi tão alta que, para evitar longas filas de espera, 1.358 unidades destinadas a mercados fora do Reino Unido e dos EUA foram montadas na "Fábrica Transparente" da Volkswagen em Dresden, Alemanha, até 2007, quando toda a produção foi consolidada em Crewe.
A introdução do modelo Speed em 2008 foi mais do que uma simples busca por mais potência; foi o primeiro sinal claro de que o Flying Spur estava começando a forjar uma identidade própria, distinta do GT. Enquanto o GT se consolidava como o Grand Tourer por excelência, o Speed posicionou o sedã como a "Limusine de Performance", um carro que não era apenas para ser conduzido por um chofer, mas para ser pilotado com entusiasmo. Este movimento estratégico prenunciou a eventual separação dos nomes na geração seguinte, estabelecendo as credenciais de desempenho do Flying Spur de forma independente.
| Ano | Unidades Produzidas |
|---|---|
| 2005 | 4.271 |
| 2006 | 4.042 |
| 2007 | 2.270 |
| 2008 | 1.813 |
| 2009 | 1.358 |
| 2010 | 1.914 |
| 2011 | 2.354 |
| 2012 | 1.764 |
O lançamento da segunda geração no Salão do Automóvel de Genebra de 2013 marcou um ponto de virada fundamental na história do modelo. A Bentley tomou a decisão estratégica de remover o prefixo "Continental" do nome, rebatizando o carro simplesmente como "Flying Spur". Esta mudança foi uma clara declaração de intenções: distanciar o sedã da imagem de ser apenas um derivado do cupê e estabelecê-lo como uma linha de modelo independente, com um foco ainda maior em opulência e presença. Esta manobra de marketing permitiu que o Flying Spur fosse posicionado como um produto mais premium, criando um degrau claro na hierarquia da marca, logo abaixo do Mulsanne, и competindo mais diretamente com rivais como o Rolls-Royce Ghost.
O design acompanhou essa nova filosofia. Embora ainda baseado na plataforma D1, o novo Flying Spur exibia um visual significativamente mais esportivo e musculoso. As linhas da carroceria tornaram-se mais nítidas e definidas, a grade dianteira adotou uma postura mais vertical e imponente, e os faróis foram redesenhados para serem maiores e mais proeminentes. O interior foi quase completamente reimaginado, com um foco obsessivo em luxo e tecnologia, de modo que apenas componentes menores, como os para-sóis e os puxadores de porta, foram transferidos da geração anterior.
A maior novidade técnica da segunda geração foi a diversificação da gama de motores, ampliando drasticamente o apelo do carro.
O Flying Spur W12 continuou como o carro-chefe, com seu motor de 6.0 litros aprimorado para entregar 625 PS (616 bhp) e 800 Nm (590 lb-ft) de torque. Agora acoplado a uma transmissão automática ZF de 8 velocidades mais moderna e eficiente, o desempenho foi elevado a um novo patamar: a aceleração de 0 a 100 km/h caiu para 4,6 segundos, e a velocidade máxima atingiu 322 km/h (200 mph).
A grande novidade, no entanto, foi a introdução do Flying Spur V8 em 2014. Pela primeira vez, um motor V8 foi oferecido no modelo. O V8 biturbo de 4.0 litros, uma unidade de engenharia comprovada do Grupo VW, produzia 507 PS (500 bhp) e 660 Nm (487 lb-ft) de torque. Com ele, o carro acelerava de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos e atingia uma velocidade máxima de 295 km/h (183 mph). O modelo V8 não era apenas uma opção de entrada; ele mudou fundamentalmente o caráter do carro. O motor mais leve no eixo dianteiro conferiu ao Flying Spur uma agilidade notavelmente maior e uma nota de escape mais visceral, atraindo um público mais jovem e focado na experiência de dirigir. Visualmente, o V8 se diferenciava pelo emblema "B" da Bentley em vermelho e pelas saídas de escape duplas em formato de "oito".
Para atender aos clientes que buscavam o máximo em desempenho, a Bentley introduziu as versões "S" para ambos os motores.
O Flying Spur V8 S, lançado em 2016, elevou a potência do motor V8 para 528 PS (521 bhp) e 680 Nm de torque. Com uma velocidade máxima de 306 km/h (190 mph), ele oferecia uma experiência de condução ainda mais envolvente. O exterior refletia essa esportividade com detalhes em preto brilhante (Beluga gloss) na grade e no difusor traseiro, além de faróis e lanternas escurecidos.
O Flying Spur W12 S foi o auge da gama e um marco na história da Bentley. Com o motor W12 ajustado para 635 PS (626 bhp) e 820 Nm (605 lb-ft) de torque, ele se tornou o primeiro sedã de quatro portas da Bentley a superar oficialmente a marca de 200 mph, com uma velocidade máxima de 325 km/h (202 mph). O chassi foi recalibrada para uma dirigibilidade ainda mais responsiva, e o design adotou uma estética mais agressiva com extensos detalhes escurecidos, consolidando seu status como o sedã de luxo de performance definitivo.
A Bentley dedicou-se a corrigir as críticas sobre o refinamento da primeira geração. O novo modelo foi projetado para ser um dos sedãs mais silenciosos do mundo. Isso foi alcançado através de uma carroceria mais rígida, a adição de mais material de isolamento acústico, o uso de vidros acústicos em todas as janelas e um sistema de escape revisado que minimizava o ruído em velocidade de cruzeiro.
A tecnologia a bordo também deu um salto significativo. A cabine foi equipada com um novo sistema de infoentretenimento e, mais notavelmente, a introdução de um controle remoto com tela de toque (Touch Screen Remote). Este dispositivo sem fio, alojado no console central traseiro, permitia que os passageiros controlassem funções como o sistema de climatização, os ajustes dos assentos (incluindo massagem e ventilação) e o sistema de entretenimento, reforçando o foco do carro no conforto dos ocupantes.
| Ano | Unidades Produzidas |
|---|---|
| 2013 | 3.960 |
| 2014 | 4.556 |
| 2015 | 3.660 |
| 2016 | 1.731 |
| 2017 | 2.295 |
| 2018 | 1.627 |
Lançado em 2019 como modelo 2020, o terceiro Flying Spur representou um salto quântico em engenharia e dinâmica. Ele abandonou a antiga plataforma D1 e adotou a moderna e altamente flexível plataforma MSB (Modularer Standardantriebskasten) do Grupo Volkswagen, uma arquitetura compartilhada com o Porsche Panamera e o Continental GT de terceira geração. Esta nova base foi o evento mais transformador na história do modelo, pois finalmente resolveu a contradição inerente das gerações anteriores: como fazer um carro de 2,5 toneladas ser genuinamente ágil.
Com uma distância entre eixos 130 mm maior, a nova plataforma permitiu uma transformação completa na dinâmica de condução. Pela primeira vez, o Flying Spur foi equipado com eixo traseiro direcional, que melhora drasticamente a agilidade em baixas velocidades e a estabilidade em altas velocidades; tração integral ativa, que opera primariamente como um veículo de tração traseira para uma sensação mais esportiva, mas envia torque para o eixo dianteiro instantaneamente quando necessário; e o Bentley Dynamic Ride, um sofisticado sistema de barras estabilizadoras ativas de 48V que combate a rolagem da carroceria em curvas, mantendo o carro incrivelmente plano e composto. Essas tecnologias, muitas delas compartilhadas com a Porsche, permitiram que o Flying Spur desafiasse sua massa e dimensões, oferecendo uma dualidade de caráter — de limusine confortável a sedã esportivo — que antes era um compromisso, mas agora se tornou uma realidade sem concessões.
A terceira geração marcou tanto o auge do motor de combustão interna da Bentley quanto o início de sua transição para a eletrificação.
W12 (2019-2024): O modelo de lançamento veio com uma versão aprimorada do motor 6.0L W12 TSI, agora acoplado a uma rápida transmissão de dupla embreagem de 8 velocidades. Com 635 PS (626 bhp) e 900 Nm (664 lb-ft) de torque, ele permitia uma aceleração de 0 a 100 km/h em impressionantes 3,8 segundos e uma velocidade máxima de 333 km/h (207 mph). A produção do icônico motor W12, um marco da Bentley moderna, foi encerrada em abril de 2024, tornando estes modelos os últimos de sua linhagem.
V8 (2020-Presente): Uma versão com o motor V8 de 4.0 litros e 550 PS (542 bhp) foi introduzida em 2020, continuando a oferecer uma experiência de condução mais ágil e uma nota de escape mais visceral.
Hybrid (2021-Presente): A Bentley abraçou o futuro com a introdução de motorizações híbridas. A primeira foi um V6 de 2.9 litros combinado com um motor elétrico, produzindo um total de 544 PS. Mais recentemente, a gama evoluiu para os sistemas High Performance Hybrid e Ultra Performance Hybrid, que combinam um motor V8 com um potente motor elétrico. Estes sistemas podem gerar até 782 PS (771 bhp) e 1.000 Nm de torque, oferecendo um desempenho extremo juntamente com a capacidade de condução puramente elétrica por distâncias significativas. Esta geração, portanto, serve como a ponte entre o glorioso passado de 12 cilindros da Bentley e seu futuro eletrificado.
O design exterior tornou-se ainda mais esculpido e imponente, com uma presença inconfundível na estrada. A característica mais marcante foi a reintrodução do mascote "Flying B" no capô. Pela primeira vez em um Bentley moderno, o ornamento é retrátil e iluminado, projetado para se recolher automaticamente em caso de impacto para atender aos rigorosos requisitos de segurança de pedestres. Os faróis de LED com um intrincado efeito de cristal lapidado e as lanternas traseiras que incorporam o motivo "B" tornaram-se novas assinaturas de design da marca.
No interior, a inovação mais espetacular foi a estreia do Bentley Rotating Display. Com o toque de um botão, uma seção do painel central gira para revelar uma de três faces: uma tela de infotainment de alta resolução de 12,3 polegadas; três mostradores analógicos clássicos (termômetro, bússola e cronômetro); ou um painel de madeira contínuo que se integra perfeitamente ao resto do acabamento da cabine. Esta peça de engenharia, composta por mais de 150 componentes e com tolerâncias de alinhamento de +/-0,3 mm, é uma metáfora para o próprio carro: uma fusão perfeita de tecnologia de ponta e artesanato tradicional.
Com a terceira geração, a Bentley reestruturou sua linha de modelos para atender a diferentes facetas da experiência de luxo. A versão Azure foi criada com foco no conforto e bem-estar, otimizando a suavidade da condução e o silêncio da cabine. O Speed continua a tradição de ser a variante de desempenho máximo, com ajustes de chassi e motor focados na dinâmica de condução. E o Mulliner representa o auge da personalização e do artesanato sob medida, oferecendo opções de acabamento e materiais exclusivos para os clientes mais exigentes.
| Ano | Unidades Produzidas |
|---|---|
| 2019 | 102 |
| 2020 | 3.381 |
| 2021 | 3.947 |
| 2022 | 4.226 |
| 2023 | 3.178 |
A jornada do Bentley Flying Spur desde 2005 é uma fascinante crônica de evolução automotiva. O que começou como um elegante, mas derivado, "Continental de quatro portas", transformou-se ao longo de três gerações distintas em um ícone autônomo e, com a descontinuação do Mulsanne, no sedã definitivo e carro-chefe da Bentley.
Ao longo de sua história, o Flying Spur aperfeiçoou consistentemente o delicado equilíbrio entre o luxo artesanal, projetado para o conforto supremo do passageiro, e o desempenho emocionante, concebido para o prazer do motorista. Cada geração se adaptou e, muitas vezes, definiu as tendências no segmento de ultraluxo, desde a introdução do primeiro sedã de produção a quebrar a barreira das 200 mph até a integração de tecnologias de chassi que desafiam a física.
A terceira geração, com sua plataforma avançada e a transição para motorizações híbridas de alta performance, não representa apenas o auge do Flying Spur até hoje. Ela estabelece as bases para o futuro eletrificado da Bentley, garantindo que o espírito do Grand Tourer de quatro portas — uma combinação inigualável de velocidade, estilo e luxo — continue a prosperar e a definir o padrão de excelência por muitos anos.