1ª Geração
(2022 - 2024)
Ficha técnica, versões e história do Bmw i4.
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A jornada do BMW i4 não começou com o próprio carro, mas com uma filosofia. No início da década de 2010, a BMW lançou sua submarca "i" como um laboratório para o futuro da mobilidade. Os primeiros frutos desse projeto, o compacto urbano i3 e o superesportivo híbrido i8, foram veículos revolucionários. Eles introduziram materiais exóticos como a fibra de carbono em produção em massa e exploraram novas fronteiras do design e da engenharia elétrica. No entanto, eram produtos de nicho, concebidos para serem distintos e até mesmo disruptivos em relação à linha principal da BMW.
Essa fase inicial foi crucial para o acúmulo de conhecimento técnico, mas a liderança da BMW compreendeu que, para a eletrificação se tornar um pilar central da marca, ela precisava sair do nicho e entrar no coração do seu portfólio. A eletrificação precisava ser associada aos modelos que definiram a reputação da BMW por décadas: os sedãs e cupês esportivos que personificavam o "Puro Prazer de Dirigir". Era necessário um veículo que combinasse a inovação da submarca "i" com os valores fundamentais da marca BMW, tornando a transição para o elétrico uma escolha natural para seus clientes fiéis.
A resposta a esse desafio estratégico foi apresentada de forma espetacular no Salão do Automóvel de Frankfurt (IAA) de 2017: o conceito BMW i Vision Dynamics. Este não era apenas mais um carro-conceito; era uma declaração pública e inequívoca da direção futura da BMW. Posicionado como um Gran Coupé de quatro portas, ele foi projetado para preencher o espaço entre o urbano i3 e o exótico i8, eletrificando o segmento médio, o verdadeiro coração da marca.
O design do i Vision Dynamics foi uma aula de como modernizar a identidade da BMW para a era elétrica. Ele mantinha as proporções clássicas da marca — um entre-eixos longo, linha de teto fluida e balanços curtos — que historicamente criaram um perfil de elegância e dinamismo. A carroceria, com suas superfícies amplas e juntas quase invisíveis, parecia esculpida a partir de um único bloco, transmitindo modernidade e eficiência aerodinâmica.
No entanto, a mudança mais discutida foi a reinterpretação da icônica grade de duplo rim. Como veículos elétricos têm necessidades de arrefecimento muito menores, a grade foi fechada e transformada em uma "superfície de inteligência". Em vez de alimentar ar para um motor a combustão, ela agora abrigava uma série de sensores para os sistemas de assistência ao motorista, mostrando como um elemento de design histórico poderia ser adaptado com uma nova função na era digital.
As especificações prometidas pelo conceito eram igualmente ambiciosas e sinalizavam a intenção da BMW de competir no topo do mercado de veículos elétricos de performance. A marca anunciou uma autonomia de 600 km, uma velocidade máxima superior a 200 km/h e uma aceleração de 0 a 100 km/h em impressionantes 4,0 segundos. Esses números não eram apenas para impressionar; eram uma promessa de que o futuro elétrico da BMW não sacrificaria o desempenho que seus clientes esperavam. O i Vision Dynamics foi a materialização de um pivô estratégico fundamental: a transição da experimentação elétrica para a integração total da eletrificação no DNA da marca.
Cumprindo a promessa do conceito, a versão de produção do BMW i4 (código de modelo G26) foi revelada oficialmente em março de 2021, com as vendas globais iniciando em novembro do mesmo ano, já como modelo 2022. O design final manteve-se notavelmente fiel ao i Vision Dynamics, consolidando a estética elegante e esportiva.
Tecnicamente, o i4 é um liftback de cinco portas, comercializado como um Gran Coupé de quatro portas. Uma decisão de design crucial foi basear sua carroceria na do Série 4 Gran Coupé (G26), em vez do sedã Série 3. Essa escolha permitiu combinar uma silhueta mais baixa e fluida, típica de um cupê, com a praticidade de uma grande porta traseira (tailgate), que dá acesso a um porta-malas versátil com capacidade de 470 litros, expansível para até 1.290 litros.
Uma das decisões mais importantes e estratégicas no desenvolvimento do i4 foi a sua base arquitetônica. Em vez de criar uma plataforma dedicada exclusivamente a veículos elétricos — um caminho caro e de alto risco seguido por alguns concorrentes — a BMW optou por utilizar sua plataforma modular CLAR (Cluster Architecture). Esta arquitetura foi concebida desde o início para ser flexível, capaz de acomodar motores a combustão, sistemas híbridos plug-in e trens de força totalmente elétricos.
Essa abordagem representou uma jogada estratégica brilhante, embora conservadora. Permitiu que a BMW integrasse a produção do i4 diretamente na linha de montagem existente em sua histórica fábrica de Munique, ao lado do Série 3, Série 4 e M3. O investimento para adaptar a fábrica foi de cerca de 200 milhões de euros, uma fração do custo de construir uma nova instalação do zero. Essa flexibilidade de manufatura deu à BMW a capacidade de ajustar a produção entre modelos elétricos e a combustão de acordo com a demanda do mercado, minimizando riscos financeiros e otimizando a eficiência em um período de transição para a indústria automotiva.
O coração do i4 é a quinta geração da tecnologia BMW eDrive. Uma de suas principais inovações é a integração do motor elétrico, da transmissão de velocidade única e da eletrônica de potência em um único componente compacto. Essa solução não apenas economiza espaço, mas também aumenta significativamente a eficiência da conversão de energia. Além disso, a BMW focou em reduzir o uso de metais de terras raras nos motores, alinhando o projeto com metas de sustentabilidade.
A bateria de alta voltagem também foi um foco de inovação. Com células de apenas 110 mm de altura, o conjunto é extremamente fino e foi posicionado no assoalho do veículo. Essa localização resultou em um centro de gravidade até 53 mm mais baixo que o do sedã Série 3, um fator crítico que melhora drasticamente a estabilidade e o comportamento dinâmico do carro, preservando a agilidade pela qual a BMW é famosa. Para lidar com o peso adicional da bateria e garantir o conforto, o i4 foi equipado com suspensão dianteira do tipo MacPherson e traseira multi-link, com um sistema de suspensão a ar no eixo traseiro como item de série em todas as versões.
O interior do i4 marcou a estreia de uma das mais significativas evoluções na interface homem-máquina da BMW: o BMW Curved Display. Trata-se de uma única peça de vidro curvada e contínua que une o painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e a tela central de infoentretenimento de 14,9 polegadas.
Junto com the novo hardware, veio o BMW Operating System 8 (também conhecido como iDrive 8.0). Este sistema representou uma grande mudança em direção a uma interface mais focada em toque e comandos de voz, com gráficos modernos e uma estrutura de menus baseada em widgets. Apesar da ênfase no controle por toque, a BMW manteve o icônico controlador físico iDrive no console central, oferecendo aos motoristas uma alternativa tátil e familiar para navegar pelas funções do sistema, reconhecendo a importância da usabilidade durante a condução.
Desde o seu lançamento, o BMW i4 foi oferecido em múltiplas variantes, cada uma projetada para atender a um perfil de cliente diferente, desde aqueles que priorizam a autonomia até os que buscam o máximo de desempenho.
O i4 eDrive40 foi um dos modelos de lançamento e se posicionou como o núcleo da gama. Focado em um equilíbrio ideal entre performance e autonomia, ele apresentava um único motor elétrico montado no eixo traseiro, mantendo a clássica tração traseira da BMW. Esta configuração foi projetada para oferecer a maior autonomia possível dentro da linha, tornando-o a escolha ideal para o uso diário e viagens mais longas.
O i4 M50 xDrive não foi apenas uma versão mais potente; foi um marco histórico. Este foi o primeiro veículo totalmente elétrico a receber o tratamento completo da divisão de performance da BMW, a M GmbH. Equipado com dois motores elétricos (um em cada eixo), o M50 oferece tração integral (xDrive) e um foco absoluto em desempenho dinâmico. O objetivo era claro: provar que a emoção e a adrenalina associadas à letra "M" poderiam ser traduzidas para a era elétrica, com aceleração instantânea e um comportamento em curvas aprimorado por tecnologias como a suspensão adaptativa M.
Introduzido posteriormente para ampliar o alcance do modelo no mercado (chegou ao Brasil em maio de 2023), o i4 eDrive35 tornou-se a nova porta de entrada para a família i4. Com um motor ligeiramente menos potente e uma bateria de menor capacidade, ele oferecia um preço mais acessível, tornando o Gran Coupé elétrico uma opção viável para um público mais amplo sem sacrificar o design premium e a qualidade de construção do modelo.
A tabela a seguir detalha as especificações técnicas da gama inicial do BMW i4.
| Especificação | i4 eDrive35 | i4 eDrive40 | i4 M50 xDrive |
|---|---|---|---|
| Potência | 286 cv (210 kW) | 340 cv (250 kW) | 544 cv (400 kW) |
| Torque | 400 Nm | 430 Nm | 795 Nm |
| Aceleração (0-100 km/h) | 6,0 s | 5,7 s | 3,9 s |
| Velocidade Máxima | 190 km/h | 190 km/h | 225 km/h |
| Bateria (Bruta / Útil) | 70,2 kWh / 68,7 kWh | 83,9 kWh / 81,3 kWh | 83,9 kWh / 81,3 kWh |
| Autonomia (WLTP) | Até 483 km | Até 590 km | Até 521 km |
| Autonomia (Inmetro - Brasil) | Até 339 km | Até 422 km | Até 335 km |
| Tração | Traseira | Traseira | Integral (xDrive) |
| Potência Máx. Recarga DC | 180 kW | 205 kW | 205 kW |
Como é tradição na BMW, aproximadamente na metade de seu ciclo de vida, a linha i4 recebeu uma atualização, conhecida como LCI (Life Cycle Impulse), para o modelo 2025. Esta atualização focou em refinar a estética e a tecnologia, mantendo a base mecânica que já era bem-sucedida.
As mudanças visuais do LCI foram sutis, mas eficazes para modernizar a aparência do carro. Na dianteira, os faróis foram redesenhados para um perfil mais fino, com uma nova assinatura de luz diurna em LED em formato de seta vertical. A moldura da grade duplo rim passou a ter acabamento em cromo fosco, e o padrão interno da grade foi atualizado com um design de colmeia em alguns modelos.
A atualização mais impressionante, no entanto, está na traseira. O i4 2025 passou a oferecer como opcional as lanternas com tecnologia Laserlight, um recurso herdado diretamente do exclusivo M4 CSL. Essas lanternas utilizam feixes de laser para iluminar pacotes de fibra de vidro, criando um grafismo de luz tridimensional e intrincado que confere ao carro uma aparência única e altamente tecnológica. Novas cores, como o Verde Cape York e o Vermelho Fire (Vegas Red em outros mercados), e novos designs de rodas de liga leve completaram a atualização exterior.
No interior, o aclamado BMW Curved Display foi mantido, mas o ambiente foi aprimorado com novos detalhes. A principal mudança foi a introdução de um novo volante, com design de base chata para os modelos com pacote M Sport, que também receberam uma marcação de "12 horas" para reforçar a esportividade. Novas opções de acabamento interno e revestimentos, como o M Performtex (um material sustentável semelhante a veludo), foram adicionadas para aumentar a sensação de luxo e personalização.
No campo do software, o sistema de infoentretenimento foi atualizado para o BMW Operating System 8.5. A principal novidade foi a introdução da funcionalidade "QuickSelect", que redesenhou a tela inicial com atalhos personalizáveis e de acesso rápido às funções mais utilizadas, como navegação e mídia. Essa mudança visou simplificar a estrutura dos menus e tornar a interação mais intuitiva, respondendo a algumas das críticas sobre a complexidade da versão 8.0. A ausência de mudanças no trem de força evidencia a confiança da BMW em seu hardware eDrive de 5ª geração. O foco da atualização em software e tecnologia de iluminação reflete uma tendência mais ampla na indústria automotiva, onde a experiência do usuário e a diferenciação estética se tornaram campos de batalha tão importantes quanto o desempenho mecânico.
A atualização de meio de ciclo também trouxe uma reestruturação estratégica na linha de modelos do i4, otimizando a oferta para melhor atender às demandas do mercado.
A mudança mais notável para o ano-modelo 2025 foi a descontinuação da versão de entrada eDrive35 em mercados importantes, como os Estados Unidos, simplificando a base da gama. Em seu lugar, e para preencher uma lacuna importante no portfólio, a BMW introduziu a nova versão i4 xDrive40.
Este novo modelo foi projetado para o cliente que deseja a segurança e a tração adicionais da tração integral (xDrive), mas não necessita do desempenho extremo — e do custo mais elevado — da versão M50. Com uma configuração de motor duplo, o xDrive40 oferece um aumento significativo de potência em relação ao eDrive40 de tração traseira, resultando em uma aceleração mais rápida e maior confiança em condições de baixa aderência, tornando-se um ponto de equilíbrio ideal na linha i4.
A tabela a seguir apresenta os dados técnicos da gama atualizada do BMW i4.
| Especificação | i4 eDrive40 | i4 xDrive40 | i4 M50 xDrive |
|---|---|---|---|
| Potência | 340 cv (250 kW) | 396 cv (291 kW) | 544 cv (400 kW) |
| Torque | 430 Nm | 600 Nm | 795 Nm |
| Aceleração (0-100 km/h) | 5,5 s | 4,9 s | 3,7 s |
| Velocidade Máxima | 190 km/h | 200 km/h | 225 km/h |
| Bateria (Bruta / Útil) | 83,9 kWh / 81,3 kWh | 83,9 kWh / 81,3 kWh | 83,9 kWh / 81,3 kWh |
| Autonomia (WLTP) | Até 600 km | Até 548 km | Até 520 km |
| Autonomia (Inmetro - Brasil) | Até 399 km | N/A (ainda não lançado) | Até 405 km |
| Tração | Traseira | Integral (xDrive) | Integral (xDrive) |
| Potência Máx. Recarga DC | 205 kW | 205 kW | 205 kW |
O Brasil tem sido um mercado importante para a estratégia de eletrificação da BMW, e o i4 desempenha um papel central nesse plano.
A introdução do i4 no mercado brasileiro ocorreu de forma faseada, acompanhando a estratégia global da marca:
Para o consumidor brasileiro, os números de autonomia mais relevantes são os aferidos pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), coordenado pelo Inmetro. Estes valores tendem a ser mais conservadores que o ciclo europeu WLTP e refletem de forma mais realista as condições de uso no país.
Toda a produção global do BMW i4 está centralizada em um local de grande importância simbólica e operacional para a marca: a fábrica principal do BMW Group em Munique, Alemanha. Esta não é uma fábrica qualquer; é o coração histórico da BMW, que passou por uma transformação significativa para se adaptar à era da mobilidade elétrica.
A instalação foi modernizada para operar com uma linha de montagem única e totalmente integrada, capaz de produzir veículos com diferentes tipos de motorização. Em um mesmo dia, saem da linha o sedã Série 3 (a combustão e híbrido), o esportivo M3 e o totalmente elétrico i4. Essa capacidade de produção flexível é um testemunho da proeza de engenharia e manufatura da BMW e uma peça-chave de sua estratégia para navegar a transição energética de forma eficiente e rentável.
Embora a BMW não divulgue números de produção acumulados por modelo específico, os dados de vendas e os relatórios de mercado pintam um quadro claro do sucesso comercial do i4. Desde o seu lançamento, o modelo tem sido consistentemente apontado como o veículo elétrico mais vendido da marca BMW em todo o mundo.
O sucesso do i4 é um dos principais motores por trás dos marcos de eletrificação alcançados pelo BMW Group, como a venda de 1 milhão e, posteriormente, 3 milhões de veículos eletrificados (incluindo híbridos plug-in). Dados específicos de mercados-chave reforçam essa tendência: nos Estados Unidos, por exemplo, foram vendidas 11.603 unidades do i4 apenas no primeiro semestre de 2024, superando com folga outros modelos elétricos da marca. Na Europa, as vendas do i4 também registraram um crescimento robusto, ajudando a BMW a superar concorrentes diretos no segmento elétrico.
No entanto, o feito mais notável e que melhor ilustra o impacto do i4 está dentro da própria BMW. Em 2024, o BMW i4 M50 tornou-se o modelo mais vendido de toda a divisão BMW M. Isso significa que um carro elétrico, baseado em uma plataforma compartilhada e pesando mais de 2,2 toneladas, superou em vendas ícones a combustão como o M3 e o M4. Este não é apenas um sucesso de vendas; é uma mudança de paradigma. Demonstra que a imensa credibilidade e o apelo da marca "M", construídos ao longo de cinco décadas com motores a gasolina, foram transferidos com sucesso para um produto elétrico. A aceitação do mercado foi tão forte que validou a estratégia da BMW, silenciou muitos céticos e provou que o apelo da divisão M reside na entrega de uma experiência de condução de alta performance, independentemente da tecnologia de propulsão.
A história do BMW i4 é a história de uma transição bem-sucedida. Ele serviu como uma ponte crucial, transportando a tecnologia elétrica do futuro da BMW para o presente, embalada em uma forma familiar, desejável e profundamente enraizada no DNA da marca. Ao cumprir a promessa do conceito i Vision Dynamics, o i4 trouxe a eletrificação para o coração do que a BMW representa: o sedã esportivo de tamanho médio.
Ele provou que não era preciso reinventar a roda (ou o carro inteiro) para criar um elétrico atraente. Ao focar nos fundamentos — dinâmica de condução excepcional, qualidade de construção premium e um design que equilibra elegância e esportividade — a BMW criou um produto que tornou a mudança para o elétrico um passo lógico e emocionante para sua base de clientes leais.
No mercado, o BMW i4 se posiciona de forma única contra seus principais concorrentes, como o Tesla Model 3 e o Polestar 2. Enquanto o Tesla aposta na disrupção, no minimalismo e em um ecossistema tecnológico fechado, e o Polestar explora um design escandinavo e vanguardista, o i4 joga com suas próprias forças.
A proposta de valor do i4 não é ser o EV mais futurista ou o mais eficiente em números brutos. Sua força reside em ser, antes de tudo, um excelente BMW que, por acaso, é elétrico. Ele oferece um equilíbrio entre conforto de rodagem e agilidade que poucos concorrentes conseguem igualar, um interior com materiais e acabamento de alta qualidade e uma experiência de condução que, embora silenciosa, ainda comunica o "Puro Prazer de Dirigir". Para muitos consumidores, essa combinação de tradição premium com tecnologia de ponta é precisamente a fórmula que torna a mobilidade elétrica não apenas aceitável, mas verdadeiramente desejável.
Imagens do Bmw i4