BMW Série 2 Active Tourer

BMW Série 2 Active Tourer

A quebra de paradigmas: o BMW focado na família que uniu a versatilidade de um MPV ao refinamento premium da engenharia alemã.

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BMW Série 2 Active Tourer F45

F45

(2015-2018)

2.0 Turbo 231 cv
BMW Série 2 Active Tourer F45 LCI

F45 LCI

(2019-2022)

2.0 Turbo 231 cv
BMW Série 2 Active Tourer U06

U06

(2022-)

1.5 Turbo Híbrido Plug-in 326 cv

Dados Técnicos e Históricos: BMW Série 2 Active Tourer

O Monovolume que Redefiniu a BMW

Em 2014, a BMW, uma marca centenária e sinônimo de sedãs esportivos com tração traseira, fez algo que para muitos puristas era impensável: lançou um monovolume (MPV) de tração dianteira. O BMW Série 2 Active Tourer não foi apenas mais um modelo no portfólio da empresa; foi um divisor de águas, uma quebra de paradigma que sinalizou uma nova direção estratégica para a gigante bávara. Até aquele momento, a ideia de um BMW familiar com motor transversal e tração nas rodas dianteiras parecia uma heresia para uma marca que construiu sua reputação sob o lema "O Puro Prazer de Dirigir".

A proposta do veículo era audaciosa: combinar o conforto, a versatilidade e a funcionalidade de um MPV com os pilares da BMW – dinamismo, estilo e elegância. O objetivo era claro: criar um carro para a família que não obrigasse o motorista a abrir mão da experiência de condução envolvente, característica da marca. Lançado em um mercado cada vez mais dominado por SUVs, o Série 2 Active Tourer foi uma resposta direta a rivais como o Mercedes-Benz Classe B e uma tentativa de expandir a presença da BMW no lucrativo segmento de compactos premium.

Este relatório detalha a jornada completa dos modelos Active Tourer e seu irmão maior, o Gran Tourer. Analisaremos desde a sua concepção e o choque cultural que representaram, passando por cada geração, motorização e versão, até o seu impacto no mercado e o legado duradouro que deixaram para a marca.

Uma Quebra de Tradição: O Conceito e a Origem

A decisão de criar o Série 2 Active Tourer foi profundamente estratégica. Internamente, o modelo ganhou o apelido de "conquistador", pois foi projetado especificamente para atrair um novo perfil de cliente: aquele que precisava de espaço e praticidade, mas que nunca antes havia considerado um BMW. Dados posteriores confirmariam o sucesso dessa aposta, com cerca de 80% dos compradores sendo novos para a marca.

A Plataforma UKL2: A Chave da Revolução

A base técnica que viabilizou este projeto revolucionário foi a plataforma UKL2 (do alemão Untere Klasse, ou "classe de entrada"). Esta arquitetura, desenvolvida em conjunto com a marca irmã MINI, foi projetada para motores transversais e, primariamente, tração dianteira, embora também suportasse tração integral (xDrive).

A adoção da plataforma FWD foi o que permitiu um design interior radicalmente diferente dos BMWs tradicionais. Com o motor e a transmissão ocupando menos espaço longitudinal, os engenheiros conseguiram maximizar a cabine, resultando em um espaço para passageiros e bagagem sem precedentes para um carro de dimensões externas tão compactas. Isso também possibilitou uma posição de dirigir mais elevada, melhorando a visibilidade e facilitando a entrada e saída do veículo, características muito valorizadas no segmento familiar.

Contudo, o desafio era manter o DNA dinâmico da BMW. Para isso, os engenheiros empregaram materiais leves e de alta resistência no chassi e um eixo dianteiro com braços telescópicos de articulação simples, garantindo uma direção ágil e precisa. A suspensão, com sistema MacPherson na dianteira e multilink na traseira, foi cuidadosamente calibrada para oferecer um equilíbrio entre conforto e a resposta esportiva esperada de um BMW.

A plataforma UKL2 representou mais do que uma simples escolha de engenharia; foi uma profunda mudança filosófica e de modelo de negócios. Ao compartilhar custos de desenvolvimento e componentes com a MINI, a BMW pôde entrar de forma lucrativa em segmentos de maior volume, onde as margens são tradicionalmente menores. O Série 2 Active Tourer serviu como um "cavalo de Troia" para a aceitação da tração dianteira dentro do portfólio da marca. Seu sucesso comercial validou a plataforma, abrindo caminho para que outros modelos de alto volume, como o Série 1 (F40), o X1 (F48) e o Série 2 Gran Coupé (F44), também a adotassem, tornando a transição da BMW para uma arquitetura FWD em seus modelos de entrada um risco calculado e bem-sucedido.

A Primeira Geração (F45/F46 | 2014–2021): O Início de uma Nova Era

A primeira geração foi marcada pelo lançamento de duas variantes de carroceria, cada uma visando um público ligeiramente diferente, mas compartilhando a mesma base inovadora.

O Active Tourer (F45): O Pioneiro de 5 Lugares

Lançado em setembro de 2014, o F45 foi o primeiro a chegar ao mercado, estabelecendo o novo segmento para a BMW. O design, assinado por Michael de Bono, foi um exercício de adaptação. Ele buscou incorporar elementos clássicos da marca, como a grade duplo-rim inclinada para a frente, os faróis duplos circulares, o icônico "Hofmeister kink" na janela traseira e balanços curtos, em uma carroceria monovolume, algo que nunca havia sido feito antes.

Com 4.342 mm de comprimento, o F45 era compacto por fora, mas surpreendentemente espaçoso por dentro. O foco era a versatilidade: o porta-malas oferecia de 468 a 1.510 litros de capacidade, e o banco traseiro, além de ser rebatível na prática proporção 40:20:40, também podia deslizar para frente e para trás, permitindo modular o espaço para as pernas dos passageiros ou para a bagagem.

O Gran Tourer (F46): A Opção Familiar de 7 Lugares

Apresentado em fevereiro de 2015, o Gran Tourer (F46) foi a resposta da BMW para famílias maiores, tornando-se o primeiro e único MPV de sete lugares já produzido pela marca. Para acomodar a terceira fila de assentos opcional, a BMW esticou a plataforma UKL2. A distância entre eixos cresceu 110 mm, passando de 2.670 mm para 2.780 mm, e o comprimento total aumentou para 4.556 mm.

Essa ampliação resultou em um espaço interno ainda mais generoso. A capacidade do porta-malas era significativamente maior, variando de 645 a 1.905 litros na configuração de cinco lugares. Com os sete lugares em uso, ainda restavam 560 litros para bagagem, um volume respeitável. A terceira fila era projetada principalmente para crianças ou para uso em trajetos curtos e podia ser completamente rebatida no assoalho do porta-malas, criando uma superfície de carga plana.

Motorizações: Uma Vasta Gama de Opções

A primeira geração foi equipada com a nova família de motores BMW TwinPower Turbo, com unidades de 3 e 4 cilindros, tanto a gasolina quanto a diesel, projetadas para oferecer um equilíbrio entre desempenho e eficiência.

Motores a Gasolina: A gama começava com o 216i, com um motor 1.5 de três cilindros e 109 cv, e o popular 218i, com o mesmo motor, mas calibrado para 136 cv. No topo da linha estavam os motores de quatro cilindros e 2.0 litros: o 220i, com 192 cv, e o 225i, que entregava robustos 231 cv e podia ser combinado com a tração integral xDrive.

Motores a Diesel: As opções a diesel eram igualmente variadas, começando pelo ultra econômico 214d (1.5 de três cilindros, 95 cv) e o 216d (116 cv). Os motores de quatro cilindros e 2.0 litros equipavam o 218d (150 cv) e o 220d (190 cv), ambos disponíveis com tração dianteira ou integral xDrive.

Híbrido Plug-in (225xe iPerformance): Disponível exclusivamente para o Active Tourer, o 225xe era a versão tecnologicamente mais avançada. Ele combinava o motor 1.5 a gasolina de 136 cv, que movia as rodas dianteiras, com um motor elétrico de 88 cv no eixo traseiro. O resultado era uma potência combinada de 224 cv e um sistema de tração integral xDrive "elétrico", sem conexão mecânica entre os eixos. A bateria de 7,7 kWh (posteriormente atualizada para 10,0 kWh) permitia uma autonomia elétrica de cerca de 40-50 km.

As opções de transmissão incluíam um câmbio manual de 6 marchas, um automático Steptronic de 6 ou 8 velocidades (fornecido pela Aisin) e, após a atualização de 2018, uma moderna transmissão de dupla embreagem (DCT) de 7 velocidades.

Tabela de Motores da Primeira Geração (F45/F46)

Modelo Código do Motor Cilindros/Cilindrada Potência (cv) Torque (Nm) Aceleração 0-100 km/h (s) Tração Carroceria
Gasolina
216i B38 3 / 1.5L 109 190 11.7 (GT) FWD GT
218i B38 3 / 1.5L 136-140 220 9.2 (AT) / 9.5 (GT) FWD AT, GT
220i B48 4 / 2.0L 192 280 7.5 (AT) / 7.6 (GT) FWD AT, GT
225i B48 4 / 2.0L 231 350 6.6 (AT) FWD AT
225i xDrive B48 4 / 2.0L 231 350 6.3 (AT) xDrive AT
Diesel
214d B37 3 / 1.5L 95 220 12.9 (AT) FWD AT
216d B37 3 / 1.5L 116 270 11.1 (AT) / 11.5 (GT) FWD AT, GT
218d B47 4 / 2.0L 150 330-350 8.9 (AT) / 9.4 (GT) FWD, xDrive AT, GT
220d B47 4 / 2.0L 190 400 7.6 (AT) / 8.0 (GT) FWD, xDrive AT, GT
Híbrido Plug-in
225xe B38 + Elétrico 3 / 1.5L 224 (comb.) 385 (comb.) 6.7 (AT) xDrive AT

Versões e Acabamentos

Para permitir a personalização, a BMW ofereceu quatro linhas de acabamento principais, além da versão de entrada:

  • Advantage: Adicionava itens de funcionalidade, como ar-condicionado automático de duas zonas, controle de cruzeiro com função de frenagem e sensores de estacionamento traseiros.
  • Sport Line: Enfatizava a esportividade com rodas de design exclusivo, bancos esportivos com melhor apoio lateral e detalhes externos e internos em preto de alto brilho.
  • Luxury Line: Focava na elegância, com aplicações cromadas no exterior, acabamentos internos em madeira nobre e estofamento em couro Dakota.
  • M Sport: O pacote mais dinâmico, incluía um kit aerodinâmico M, suspensão esportiva rebaixada, rodas M de 17 ou 18 polegadas, volante M em couro e bancos esportivos com revestimento exclusivo em tecido e Alcantara.

A Atualização de Meia-Vida (LCI) de 2018

Em março de 2018, ambos os modelos receberam uma atualização de meia-vida (Life Cycle Impulse - LCI). As mudanças foram sutis, mas eficazes para modernizar o visual e a tecnologia:

Exterior: A mudança mais notável foi na dianteira, com uma grade duplo-rim maior e mais imponente. Os faróis receberam um novo design interno, com a opção de tecnologia LED adaptativa. Os para-choques foram redesenhados, e os motores de quatro cilindros passaram a contar com saídas de escape duplas, conferindo um visual mais robusto.

Interior: As atualizações internas foram discretas, incluindo uma nova alavanca de câmbio para as transmissões automáticas e novos materiais de acabamento.

Mecânica: A principal novidade foi a introdução da transmissão de dupla embreagem (DCT) de 7 velocidades em algumas versões, substituindo a antiga caixa automática de 6 marchas, e a atualização dos motores para otimizar a eficiência e reduzir emissões.

A divisão de vendas entre as duas carrocerias ao longo do ciclo de vida da primeira geração, com o Active Tourer respondendo por aproximadamente 70% do total, revelou uma importante característica do mercado. O comprador de um "MPV premium" buscava, de fato, mais versatilidade e espaço do que um sedã tradicional poderia oferecer, mas preferia isso dentro de um formato compacto, ágil e esteticamente mais próximo de um hatchback esportivo. O público principal não era o de famílias numerosas que precisavam obrigatoriamente de sete lugares, mas sim famílias menores que valorizavam a praticidade sem o volume de uma van tradicional. Essa percepção do mercado foi fundamental e influenciou diretamente a decisão da BMW de não dar continuidade ao Gran Tourer na geração seguinte, focando seus esforços no formato que se provou mais bem-sucedido.

A Segunda Geração (U06 | 2021–Presente): O Futuro é Híbrido e Digital

Lançada em outubro de 2021, a segunda geração, com o código U06, chegou ao mercado com uma proposta renovada, focando exclusivamente na carroceria Active Tourer e abandonando o Gran Tourer. A produção foi centralizada na fábrica de Leipzig, na Alemanha.

Design e Tecnologia: Uma Revolução Interior

Se a primeira geração foi uma revolução mecânica, a segunda foi uma revolução digital e de design.

Exterior: O design externo evoluiu para se alinhar à nova identidade visual da BMW. A grade duplo-rim cresceu significativamente em altura e largura, tornando-se o elemento dominante da dianteira. Os faróis de LED ficaram mais finos e afilados, e os puxadores de porta foram embutidos na carroceria para melhorar a aerodinâmica. As dimensões gerais cresceram ligeiramente em comprimento, largura e altura, mas a distância entre eixos de 2.670 mm foi mantida.

Interior: O verdadeiro salto tecnológico ocorreu na cabine. O U06 foi um dos primeiros modelos da gama compacta a receber o BMW Curved Display, uma impressionante peça única de vidro curvado que integra o painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e a tela da central multimídia de 10,7 polegadas. Essa inovação, que estreou no elétrico de luxo BMW iX, transformou completamente o ambiente interno, tornando-o mais limpo, moderno e tecnológico.

Sistema Operacional iDrive 8/9: Com o novo display, veio o sistema operacional iDrive de oitava geração (posteriormente atualizado para a versão 9). Ele reduziu drasticamente o número de botões físicos no painel, concentrando a maioria dos controles na tela sensível ao toque ou por meio do avançado BMW Intelligent Personal Assistant, que responde a comandos de voz naturais.

Essa adoção de tecnologias de ponta, antes reservadas aos modelos mais caros da marca, representou uma mudança de posicionamento. O Active Tourer deixou de ser apenas um MPV prático para se tornar uma plataforma de tecnologia e eletrificação para famílias, servindo como um embaixador da nova experiência digital da BMW para um público mais amplo.

Foco na Eletrificação

A segunda geração aprofundou o compromisso com a eletrificação, oferecendo tecnologias mild-hybrid e híbridas plug-in de última geração.

Tecnologia Mild-Hybrid (48V): Os motores a gasolina 220i e 223i, assim como o diesel 223d, passaram a incorporar um sistema híbrido-leve de 48 volts. Um pequeno motor elétrico integrado à transmissão fornece um impulso extra de potência (até 19 cv), melhorando a resposta em acelerações e a eficiência de combustível ao permitir que o motor a combustão seja desligado em certas situações.

Híbridos Plug-in de Nova Geração: A oferta de híbridos plug-in foi expandida e significativamente aprimorada. Os novos 225e xDrive (245 cv de potência combinada) e 230e xDrive (impressionantes 326 cv) utilizam a quinta geração da tecnologia BMW eDrive. A bateria de alta tensão, agora com 16,3 kWh e posicionada no assoalho do veículo, permitiu um aumento drástico na autonomia elétrica, que agora pode superar os 90 km no ciclo WLTP. Além disso, a capacidade de carregamento foi duplicada para 7,4 kW, permitindo uma carga completa em cerca de 2,5 horas em um carregador apropriado.

Com essa performance e autonomia, a BMW reposicionou o Active Tourer para competir não apenas com outros MPVs, mas também com SUVs compactos premium eletrificados, oferecendo uma alternativa familiar e versátil.

Tabela de Motores da Segunda Geração (U06)

Modelo Tecnologia Potência Combinada (cv) Torque Combinado (Nm) Bateria (kWh) Autonomia Elétrica (km) Aceleração 0-100 km/h (s)
Gasolina
218i Gasolina 136 230 - - 9.0
220i Mild-Hybrid 170 280 0.9 - 8.1
223i Mild-Hybrid 218 360 0.9 - 7.0
Diesel
218d Diesel 150 360 - - 8.8
223d xDrive Mild-Hybrid 211 400 - - 7.3
Híbrido Plug-in
225e xDrive PHEV 245 477 16.3 83-92 6.7
230e xDrive PHEV 326 477 16.3 82-93 5.5
Produção, Vendas e Legado

O sucesso comercial da primeira geração do Série 2 Active Tourer e Gran Tourer foi inegável e fundamental para o futuro da BMW no segmento compacto.

Números e Mercado

Entre 2014 e 2021, mais de 400.000 unidades da primeira geração foram vendidas globalmente. A fábrica de Leipzig produziu a grande maioria dos Active Tourers (mais de 368.000), enquanto o Gran Tourer era montado em Regensburg. A divisão de vendas confirmou a preferência do mercado pelo modelo mais compacto, com o Active Tourer respondendo por cerca de 70% das vendas totais.

Os principais mercados foram a Alemanha (com aproximadamente 25% das vendas), seguida pela China e pelo Reino Unido. No entanto, o dado mais significativo foi a taxa de conquista: cerca de 80% dos compradores eram clientes novos para a marca BMW, um testemunho claro de que o modelo cumpriu sua missão de expandir a base de clientes da empresa.

Receção do Mercado e Críticas

A recepção da crítica especializada e dos consumidores foi, em geral, bastante positiva, embora com algumas ressalvas.

Pontos Positivos: A qualidade de construção do interior e os materiais premium foram universalmente elogiados, colocando o carro em um patamar acima de qualquer outro MPV do mercado. O sistema de infotainment iDrive foi consistentemente apontado como o melhor da categoria. A praticidade, com soluções como o banco traseiro deslizante e o amplo espaço de carga, também recebeu notas altas. Acima de tudo, muitos destacaram que, apesar da tração dianteira, o carro mantinha um comportamento dinâmico superior ao de seus concorrentes diretos, sendo genuinamente agradável de dirigir.

Pontos Negativos: As críticas mais comuns centravam-se no preço, consideravelmente mais alto que o de rivais de marcas generalistas como o Volkswagen Touran ou o Citroën C4 SpaceTourer. A suspensão do pacote M Sport era frequentemente descrita como excessivamente firme para um carro familiar, comprometendo o conforto em pisos irregulares. No Gran Tourer, o espaço na terceira fila de bancos era considerado apertado e adequado apenas para crianças.

O Legado dos Desbravadores

O maior legado do Série 2 Active Tourer e Gran Tourer foi provar que a BMW poderia, de fato, construir carros de tração dianteira que não apenas fossem comercialmente bem-sucedidos, mas que também fossem aceitos pelo mercado sem diluir a imagem de prestígio e esportividade da marca. Eles validaram a estratégia da plataforma UKL2 e pavimentaram o caminho para que toda a gama compacta da BMW adotasse essa arquitetura, tornando a empresa mais ágil e competitiva. Em um mercado que se rendia aos SUVs, o Active Tourer sobreviveu por se adaptar, evoluindo de um simples MPV prático para um veículo tecnológico e eletrificado, mostrando um caminho de resiliência para um segmento em declínio.

Mais do que um BMW de Família

A história do BMW Série 2 Active Tourer e Gran Tourer é uma lição de pragmatismo estratégico e excelência em engenharia. Nascidos de uma necessidade de mercado, esses modelos desafiaram as convenções mais sagradas da marca. No final, eles não apenas alcançaram sucesso por mérito próprio, mas também permitiram que a BMW se transformasse para enfrentar os desafios do século XXI.

Embora possam não ser os modelos mais celebrados pelos entusiastas tradicionais, o Active Tourer e o Gran Tourer são, sem dúvida, dois dos veículos mais importantes da história moderna da BMW. Eles demonstraram a capacidade da marca de se reinventar, atrair novos públicos e prosperar em territórios desconhecidos, redefinindo o que um carro de família premium poderia ser.

Dados técnicos baseados em: • Catálogo oficial da montadora • Documentação WLTP / Inmetro quando disponível • Press releases oficiais

Conteúdo editorial produzido por Gabriel Carvalho. | Última revisão: Dezembro/2025.