O nome "Pluriel", derivado do termo francês para plural, foi escolhido para refletir a capacidade
do veículo de assumir múltiplas personalidades. Esta versatilidade era alcançada através de um
sistema de teto de lona multicamadas e arcos laterais removíveis, permitindo que o motorista
escolhesse entre cinco variações principais de carroceria.
A primeira configuração era a Berlina (ou Saloon), que mantinha o teto e as janelas fechados,
proporcionando um ambiente com isolamento acústico e térmico superior, adequado para o uso
cotidiano em qualquer estação do ano. A segunda variante, a Berlina Panorâmica, era criada ao
deslizar o teto de lona para trás através de um comando elétrico, abrindo uma ampla fenda no
teto que se estendia até os bancos traseiros.
A transformação tornava-se mais radical na terceira configuração, o Cabriolet. Neste estágio, o
teto de lona continuava seu movimento até que o conjunto, incluindo o vigia traseiro de vidro,
se recolhesse completamente para dentro de um compartimento selado sob o assoalho do
porta-malas. Esta operação liberava toda a área superior entre os arcos, mantendo a silhueta
lateral do veículo intacta.
A quarta configuração era o estilo Spider, onde o C3 Pluriel perdia seus arcos laterais de
reforço. Estes arcos, que pesavam cerca de 12 kg cada, precisavam ser removidos manualmente
através de travas nos pilares A e C. Uma vez removidos, o carro transformava-se em um
conversível puro, com linhas fluidas que se estendiam do para-brisa até a traseira. No entanto,
esta configuração impunha um desafio prático: não havia espaço no interior do veículo para
armazenar os arcos, obrigando o proprietário a deixá-los em um local seguro, como uma garagem.
A quinta e última configuração era a Spider Pick-up. Ao rebater os bancos traseiros e abrir a
tampa do porta-malas para baixo (articulada de forma similar a uma picape), o Pluriel oferecia
uma plataforma de carga plana para o transporte de objetos volumosos ou equipamentos de lazer,
como pranchas de surfe ou bicicletas.