A linha 488 foi introduzida com duas variantes principais que formaram a base de seu
sucesso: a
berlineta (cupê) GTB e a conversível Spider. Ambas compartilham o mesmo DNA mecânico,
mas foram
projetadas para oferecer experiências de condução distintas.
Ferrari 488 GTB (Gran Turismo Berlinetta)
O núcleo da 488 GTB é o motor F154 CB, um V8 de 3.902 cm3 com cárter seco e
dois
turbocompressores twin-scroll de rolamentos de esferas paralelos. Este propulsor entrega
uma
potência de 670 cv (ou 661 hp) a 8.000 rpm e um torque massivo de 760 Nm disponível a
apenas
3.000 rpm. Esses números se traduzem em uma performance explosiva: aceleração de 0 a 100
km/h em
3,0 segundos cravados, 0 a 200 km/h em apenas 8,3 segundos e uma velocidade máxima
declarada
superior a 330 km/h. Para gerenciar essa força, a Ferrari utilizou uma transmissão de
dupla
embreagem de 7 velocidades, fabricada pela Getrag, com relações otimizadas para o perfil
de
torque do motor turbo.
O design, concebido pelo Centro Stile Ferrari sob a liderança de Flavio Manzoni, é uma
aula de
aerodinâmica funcional. Embora o chassi de alumínio seja uma evolução do utilizado na
458, a
carroceria foi completamente redesenhada. O objetivo principal era aumentar o
downforce (pressão aerodinâmica) em 50% em relação à 458, ao mesmo
tempo em que
se reduzia o arrasto. Elementos como o spoiler dianteiro duplo, as enormes entradas de
ar
laterais esculpidas (que alimentam tanto o motor quanto os intercoolers) e um inovador
"spoiler
soprado" na traseira são provas dessa filosofia. Este último canaliza o ar da base do
vidro
traseiro através da carroceria e para fora, logo acima da placa, criando
downforce sem a necessidade de uma asa elevada, uma solução elegante e
eficiente.
A dirigibilidade foi aprimorada com freios de carbono-cerâmica derivados da LaFerrari,
que
reduzem as distâncias de frenagem em 9% , e com sistemas eletrônicos refinados, como o
Controle
de Ângulo de Deslizamento Lateral 2 (SSC2). Esse sistema permite que motoristas de
diferentes
níveis de habilidade possam explorar os limites do carro com mais confiança e controle.
Ferrari 488 Spider
Apresentada no Salão de Frankfurt em setembro de 2015, a 488 Spider trouxe a performance
da GTB
para o formato conversível. Seu grande destaque é a manutenção do Teto Rígido Retrátil
(RHT),
uma solução de engenharia que se dobra em duas partes e se acomoda elegantemente sobre o
motor
em apenas 14 segundos. Esta abordagem oferece melhor isolamento acústico e térmico que
um teto
de lona tradicional, além de ser mais leve.
O maior desafio em qualquer conversível é manter a rigidez estrutural. A Ferrari superou
isso com
maestria, utilizando um chassi espacial construído com 11 ligas de alumínio diferentes e
metais
nobres como o magnésio. O resultado é uma rigidez torcional idêntica à do cupê GTB, um
feito
notável que garante que a dirigibilidade não seja comprometida. A Spider pesa apenas 50
kg a
mais que a GTB e é 10 kg mais leve que sua antecessora, a 458 Spider.
Com o mesmo motor de 670 cv e 760 Nm de torque da GTB, o desempenho da Spider é
praticamente
indistinguível em condições normais de condução. A aceleração de 0 a 100 km/h é
idêntica, em 3,0
segundos. A marca de 200 km/h é atingida em 8,7 segundos (apenas 0,4 segundo a mais que
o cupê),
e a velocidade máxima é de 325 km/h. A 488 Spider foi projetada para ser a Ferrari
conversível
mais potente e inovadora já construída até então, combinando a proeza do V8 com a
experiência
sensorial de dirigir a céu aberto.