Lançada em 2015, a segunda geração do Ford Edge foi construída sobre a plataforma global CD4, a mesma
utilizada pelo sedã Ford Fusion e pelo Lincoln Nautilus. Esta mudança de plataforma foi crucial, pois
permitiu ao veículo ser comercializado pela primeira vez no mercado europeu e na região da Ásia-Pacífico com
maior competitividade, oferecendo uma estrutura mais rígida e maior isolamento acústico.
Design, Estrutura e Novas Funcionalidades
O design da segunda geração adotou linhas mais esculpidas e atléticas. A frente passou a contar com uma grade
hexagonal integrada, e a traseira recebeu uma barra de luz de LED horizontal que conectava as lanternas,
conferindo um visual tecnológico e moderno. O entre-eixos foi ampliado para 112,2 polegadas, resultando em
um ganho direto de espaço para os joelhos dos passageiros traseiros e maior capacidade de carga.
A Ford introduziu tecnologias inéditas no modelo 2015, como a direção adaptativa, que altera a relação de
esterço dependendo da velocidade para facilitar manobras de estacionamento e aumentar a estabilidade em
rodovias. Além disso, a segurança passiva foi reforçada com a introdução de cintos de segurança traseiros
infláveis, uma inovação voltada para a proteção de crianças e idosos em colisões frontais.
Configurações de Motor e Transmissão (2015–2018)
No lançamento da segunda geração, o Edge oferecia três opções de motores a gasolina na América do Norte,
todos acoplados inicialmente à transmissão automática de seis velocidades :
- 2.0L EcoBoost I4 (Twin-Scroll): Tornou-se o motor padrão, agora equipado com um
turbocompressor de entrada dupla para respostas mais rápidas e 245 hp de potência.
- 3.5L Duratec V6: Mantido como uma opção aspirada de 280 hp para consumidores que
preferiam a entrega de potência linear dos motores de seis cilindros.
- 2.7L EcoBoost V6 Biturbo (Versão Sport): Este motor de performance, construído com o
mesmo material de bloco dos motores diesel da Ford (ferro grafite compactado), entregava 315 hp e um
torque massivo de 475 Nm, posicionando o Edge Sport em um patamar superior de esportividade.
Na Europa, o modelo foi lançado com opções diesel 2.0L TDCi de 180 cv (turbo simples) e 210 cv (biturbo),
frequentemente combinados com tração AWD inteligente de série para competir no segmento premium contra
rivais como o Audi Q5 e o BMW X3.
O Facelift de 2019 e a Era Ford Performance (Edge ST)
A renovação de meio de ciclo da segunda geração, apresentada em 2018 para o modelo 2019, trouxe a mudança
mais radical na identidade do veículo. A Ford descontinuou a versão Sport e a substituiu pelo Edge ST, o
primeiro SUV desenvolvido pela divisão Ford Performance. O motor 2.7L V6 Biturbo foi recalibrado para
produzir 335 hp e 515 Nm de torque, acompanhado por uma suspensão com ajuste de pista e freios de alta
performance.
Técnicamente, toda a linha 2019 recebeu uma nova transmissão automática de oito velocidades (8F35), operada
por um seletor rotativo (E-Shifter) no console central em substituição à alavanca tradicional. O motor 3.5L
V6 aspirado foi retirado do catálogo na maioria dos mercados, consolidando a transição total para a
tecnologia EcoBoost.
| Atributo |
Pré-facelift (2015-2018) |
Pós-facelift (2019-2024) |
| Câmbio |
Automático de 6 velocidades |
Automático de 8 velocidades |
| Seletor de Marchas |
Alavanca física |
Seletor rotativo eletrônico |
| Versão de Topo |
Sport (315 hp) |
ST (335 hp) |
| Segurança Padrão |
Airbags e ABS |
Pacote Co-Pilot360 |
Atualizações Finais e Simplificação da Gama (2021–2024)
Nos últimos anos de vida da segunda geração na América do Norte, a Ford focou em manter o modelo
tecnologicamente relevante. Em 2021, o Edge recebeu uma atualização massiva no sistema de
infoentretenimento, adotando uma tela vertical de 12 polegadas com o sistema SYNC 4A em todas as versões.
Este sistema trouxe conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, além de atualizações remotas
via nuvem.
Em 2022, como parte de uma estratégia de racionalização de produção, a Ford tornou a tração integral (AWD) um
item de série para todos os modelos Edge vendidos nos EUA e Canadá, eliminando as variantes de tração
dianteira. A produção foi oficialmente encerrada na planta de Oakville, no Canadá, em 26 de abril de 2024,
para que a fábrica fosse convertida para a produção de veículos elétricos de nova geração.