Mclaren 675LT

Mclaren 675LT

Ficha técnica, versões e história do Mclaren 675LT.

Gerações do Mclaren 675LT

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Mclaren 675LT G1

1ª Geração

(2014 - 2017)

3.8 V8 Biturbo 675 cv

Dados Técnicos e Históricos: Mclaren 675LT

O Renascimento de uma Lenda

A história do McLaren 675LT transcende o lançamento de um simples automóvel desportivo; representa um momento crucial na filosofia de engenharia da McLaren Automotive. Lançado no Salão Automóvel de Genebra de 2015, o 675LT marcou o renascimento da designação "Longtail" (Cauda Longa), uma nomenclatura reverenciada que permaneceu adormecida por quase duas décadas. Este relatório disseca minuciosamente a gênese, a engenharia mecânica, a aerodinâmica avançada e o impacto de mercado deste modelo que, segundo especialistas, redefiniu o segmento de supercarros focados em pista.

Herança Histórica: O F1 GTR Longtail de 1997

Para compreender a profundidade do projeto 675LT, é imperativo revisitar as suas raízes. O termo "Longtail" originou-se durante a temporada de corridas de 1997, quando a McLaren foi forçada a evoluir o seu lendário F1 GTR para competir contra novos protótipos dedicados, como o Porsche 911 GT1 e o Mercedes CLK GTR. O resultado foi o F1 GTR "Longtail", um carro alongado na dianteira e na traseira para maximizar a força descendente (downforce) e reduzir o arrasto aerodinâmico.

Aquele carro de 1997 não era apenas uma versão mais rápida; era uma reengenharia completa focada na eficiência aerodinâmica e na redução obsessiva de peso. Quando a McLaren decidiu ressuscitar este nome para o 675LT, a expectativa criada não foi apenas de marketing, mas de uma promessa técnica: o carro precisaria ser significativamente mais leve, mais rápido e mais envolvente do que o modelo em que se baseava, o 650S.

Posicionamento na "Super Series"

O 675LT foi posicionado no topo da "Super Series" da McLaren, a gama intermédia da marca, acima do 650S e abaixo do hipercarro P1. No entanto, a distinção crucial do 675LT foi a sua mudança de foco. Enquanto o 650S foi projetado para ser um supercarro utilizável no dia a dia com grande conforto, o 675LT foi desenvolvido com um foco singular: a interação do piloto e o desempenho em circuito. A produção foi estritamente limitada para garantir a exclusividade, com apenas 500 unidades do Coupe e 500 unidades do Spider planejadas inicialmente, todas vendidas rapidamente, validando a demanda por uma máquina mais visceral.

A Obsessão pela Leveza: Engenharia de Materiais

O pilar central do desenvolvimento do 675LT foi a redução de peso. A McLaren estabeleceu uma meta ambiciosa de reduzir 100 kg em comparação com o 650S, uma tarefa hercúlea considerando que o 650S já utilizava um chassi de fibra de carbono e era leve para os padrões da classe.

O Monocasco MonoCell

A base do veículo é a famosa estrutura MonoCell de fibra de carbono, que pesa apenas 75 kg. Esta "banheira" central oferece uma rigidez torsional excepcional, o que permitiu aos engenheiros remover peso de outras áreas sem comprometer a integridade estrutural ou a segurança. A rigidez inerente do carbono é tal que, mesmo na versão conversível (Spider), não foram necessários reforços estruturais pesados adicionais, um diferencial técnico significativo em relação aos concorrentes de alumínio ou aço.

Dieta de Fibra de Carbono e Materiais Exóticos

Para atingir a meta de 1.230 kg (peso seco do Coupe), a equipe de engenharia examinou cada componente do veículo:

Componente Material / Alteração Economia de Peso / Impacto
Carroceria Fibra de Carbono O uso extensivo de carbono nos painéis da carroceria (para-choques, para-lamas traseiros, deck traseiro) contribuiu significativamente para a redução de peso total.
Vidros Vidro mais fino O para-brisa é 1,0 mm mais fino que o padrão, e o vidro da antepara traseira é 0,5 mm mais fino, reduzindo peso em uma área alta do carro, o que ajuda a baixar o centro de gravidade.
Cobertura do Motor Policarbonato Em vez de vidro pesado, a cobertura do motor é feita de policarbonato leve com persianas para ventilação.
Sistema de Escape Titânio Um sistema de escape totalmente em titânio substitui o aço inoxidável, economizando 1,1 kg e alterando drasticamente a ressonância acústica.
Suspensão Derivada do P1 Braços e montantes de suspensão herdados do P1 economizaram 13,7 kg de massa não suspensa.
Rodas Liga Forjada Ultra-leve As rodas são as mais leves já oferecidas pela McLaren na época, reduzindo a inércia rotacional.
Parafusos de Roda Titânio Até os parafusos das rodas foram feitos de titânio para economizar gramas preciosas.

Essa abordagem meticulosa resultou em um carro com uma relação peso-potência de 549 PS por tonelada, um número que coloca o 675LT em território de hipercarros.

Powertrain: A Evolução do M838TL

Embora visualmente semelhante ao motor do 650S, a unidade motriz do 675LT sofreu modificações tão extensas que recebeu um novo código de identificação: M838TL. A McLaren afirma que cerca de 50% dos componentes do motor são novos ou redesenhados especificamente para este modelo.

Especificações Técnicas Detalhadas

O motor é um V8 de 3.8 litros (3.799 cc) biturbo com um virabrequim plano (flat-plane crank), característica que permite que o motor gire mais livremente e atinja rotações mais altas.

  • Potência Máxima: 675 PS (666 bhp / 496 kW) a 7.100 rpm.
  • Torque Máximo: 700 Nm (516 lb-ft) disponível entre 5.500 e 6.500 rpm.
  • Limitador de Rotação: 8.500 rpm.

Componentes Internos e Resposta

A principal crítica aos motores turbo modernos é o atraso na resposta (turbo lag). Para combater isso no 675LT, os engenheiros implementaram componentes internos de baixa inércia:

  • Bielas Leves: Novas bielas personalizadas reduzem a massa recíproca dentro do bloco, permitindo que o motor mude de rotação mais rapidamente.
  • Árvores de Cames (Camshafts): Novos perfis de comando foram desenhados especificamente para otimizar o fluxo de ar em altas rotações e trabalhar em harmonia com os novos turbos.
  • Turbocompressores: As unidades turbo são exclusivas do 675LT. Elas utilizam compressores usinados a partir de tarugos sólidos (billet) para maior eficiência aerodinâmica das pás. Crucialmente, as válvulas de alívio (wastegates) são controladas eletronicamente, em vez de pneumaticamente. Isso permite um controle muito mais fino da pressão de superalimentação, suavizando a entrega de torque e melhorando a resposta imediata ao acelerador.
  • Bomba de Combustível: Uma nova bomba de combustível de maior vazão garante que a mistura ar-combustível permaneça ideal mesmo sob carga máxima prolongada em pista.

Transmissão SSG e "Ignition Cut"

A transmissão de dupla embreagem de 7 velocidades (SSG - Seamless Shift Gearbox) fabricada pela Graziano foi recalibrada para oferecer trocas duas vezes mais rápidas do que no 650S.

No modo "Track" (Pista), a McLaren introduziu uma tecnologia chamada "Ignition Cut" (Corte de Ignição). Durante as trocas de marcha ascendentes, o sistema corta momentaneamente a centelha das velas, interrompendo o torque do motor por uma fração de segundo. Isso permite que a caixa de câmbio engate a próxima marcha instantaneamente e cria um som de "estalo" explosivo no escapamento, à medida que o combustível não queimado é ignitado no sistema de exaustão quente. Isso não só melhora o desempenho, mas adiciona um teatro auditivo visceral à experiência de condução.

Aerodinâmica: A Ciência do "Longtail"

A aerodinâmica do 675LT não visa apenas reduzir o arrasto para atingir velocidades máximas em linha reta, mas sim gerar aderência (downforce) para aumentar a velocidade em curvas. O pacote aerodinâmico gera 40% mais downforce do que o 650S, transformando a estabilidade do veículo em altas velocidades.

O Airbrake Ativo Longtail

A característica visual mais distinta é o "Longtail" Airbrake na traseira. Este aerofólio ativo é 50% maior do que o do 650S, estendendo-se por toda a largura da traseira. Apesar do tamanho aumentado, ele é mais leve devido à sua construção em fibra de carbono.

O funcionamento do Airbrake é complexo e adapta-se a três cenários principais:

  • Modo de Frenagem (Airbrake): Em frenagens fortes, a asa levanta-se para um ângulo agudo, agindo como um freio aéreo (similar a um paraquedas) e deslocando o centro de pressão aerodinâmica para trás, o que estabiliza o eixo traseiro.
  • Modo de Downforce: Em curvas ou cristas de alta velocidade, a asa ajusta seu ângulo para pressionar a traseira contra o asfalto.
  • Modo DRS (Drag Reduction): Em aceleração plena em linha reta, a asa alinha-se horizontalmente para minimizar a resistência do ar.

Splitter e Difusor

Na frente, um splitter (divisor de ar) de fibra de carbono proeminente canaliza o ar para baixo do carro e para os lados. Placas verticais nas extremidades do para-choque dianteiro (end-plates) geram vórtices que limpam o fluxo de ar turbulento gerado pelas rodas dianteiras em rotação.

Na traseira, um difusor agressivo trabalha em conjunto com o fundo plano do carro para acelerar o ar que passa por baixo do veículo, criando uma zona de baixa pressão que "suga" o carro contra o solo.

Dimensões e Alterações Físicas

Apesar do nome "Longtail", o crescimento físico do carro é sutil em termos de comprimento total, mas significativo em termos de largura e postura.

  • Comprimento: O 675LT é ligeiramente mais longo devido aos novos para-choques e aerodinâmica projetada.
  • Largura: A carroceria é mais larga na traseira para acomodar as novas entradas de ar e a bitola alargada.
Dinâmica de Chassi e Suspensão

A suspensão do 675LT representa um desvio significativo da configuração do 650S, aproximando-se da tecnologia utilizada no hipercarro P1.

Suspensão Derivada do P1

O 675LT utiliza o sistema de suspensão ProActive Chassis Control, que elimina as barras estabilizadoras mecânicas tradicionais em favor de um sistema hidráulico interconectado. No entanto, o hardware foi radicalmente alterado:

  • Geometria: A frente do carro é mais baixa, criando um ângulo de "rake" (inclinação) mais agressivo que aumenta a eficiência aerodinâmica do difusor dianteiro.
  • Bitola: A bitola dianteira foi alargada em 20 mm, aumentando a estabilidade lateral e a aderência do eixo dianteiro.
  • Rigidez: As molas foram endurecidas drasticamente: 27% mais rígidas na frente e 63% mais rígidas na traseira. Isso resulta em um controle de carroceria muito mais rigoroso, eliminando a rolagem em curvas e o mergulho em frenagens.
  • Componentes Leves: Os braços de suspensão e os montantes (uprights) são derivados diretamente do P1, contribuindo para a redução de peso não suspenso e melhorando a resposta da suspensão às imperfeições da pista.

Direção e Controle

A McLaren manteve a assistência hidráulica para a direção, em vez de adotar a assistência elétrica comum na indústria. A caixa de direção do 675LT tem uma relação mais rápida do que a do 650S, tornando a frente do carro incrivelmente incisiva. A retenção da assistência hidráulica é amplamente elogiada por fornecer um "feedback" tátil superior, permitindo que o motorista sinta a textura do asfalto e o nível de aderência disponível nos pneus dianteiros.

Pneus e Freios

O carro vinha de fábrica com pneus Pirelli P-Zero Trofeo R, compostos semi-slicks legais para estrada, desenvolvidos especificamente para maximizar a aderência em pista seca. O sistema de freios utiliza discos de cerâmica de carbono (CCM) maciços (394 mm na frente, 380 mm atrás), mordidos por pinças de seis pistões na frente e quatro atrás, garantindo uma potência de parada imensa e resistência à fadiga térmica.

As Gerações e Versões do Modelo

O ciclo de vida do 675LT viu o lançamento de duas carrocerias principais e duas edições especiais ultra-limitadas.

McLaren 675LT Coupe (2015)

A versão original apresentada em Genebra.

  • Produção: Estritamente limitada a 500 unidades.
  • Status: Esgotado rapidamente após o anúncio.
  • Características Chave: É a versão mais leve e rígida, ideal para puristas de pista. O peso seco de 1.230 kg é a referência da gama.

McLaren 675LT Spider (2016)

Lançado um ano depois, em resposta à demanda avassaladora dos clientes.

  • Produção: Também limitada a 500 unidades. Esgotou em apenas duas semanas.
  • Engenharia do Teto: Possui um teto rígido retrátil de três peças que pode ser operado em velocidades de até 30 km/h (19 mph).
  • Diferença de Peso: Pesa apenas 40 kg a mais que o Coupe (total de 1.270 kg a seco). Esta penalidade de peso mínima é notável para um conversível e deve-se à ausência de reforços estruturais pesados no chassi de carbono.
  • Desempenho:
    • 0-100 km/h: 2,9 segundos (igual ao Coupe).
    • 0-200 km/h: 8,1 segundos (apenas 0,2s mais lento que o Coupe devido à aerodinâmica e peso marginal).
    • Velocidade Máxima: 326 km/h (Coupe atinge 330 km/h).

MSO Carbon Series (2016)

Baseada no Spider, esta edição foi criada pela divisão McLaren Special Operations (MSO).

  • Produção: Limitada a 25 unidades mundiais.
  • Diferencial: Possui 40% a mais de fibra de carbono do que o LT padrão. Toda a carroceria é revestida em fibra de carbono visual brilhante, incluindo o teto retrátil, a cobertura da capota (tonneau cover) e os pilares A, que eram pintados no modelo padrão.
  • Exclusividade: Foi oferecida apenas a clientes que já possuíam um 675LT ou um P1, e todas as unidades foram vendidas antes do anúncio público.

MSO HS (High Sport) / 688 HS (2016-2017)

A evolução final e mais extrema da plataforma.

  • Nome: Oficialmente "MSO HS", mas conhecido como "688 HS" devido à sua potência.
  • Produção: 25 unidades.
  • Melhorias Técnicas:
    • Potência: Aumentada para 688 PS (679 bhp).
    • Aerodinâmica: Inclui uma asa traseira fixa maciça (estilo GT3) que trabalha em conjunto com o airbrake ativo, além de grelhas (louvres) funcionais nos para-lamas dianteiros para extrair ar de alta pressão das cavas das rodas.
    • Roof Scoop: A maioria das unidades possui uma entrada de ar funcional no teto (snorkel) que alimenta o motor e amplifica o som de indução na cabine.
    • Peso: 40 kg mais leve que o 675LT padrão.
    • Torque: 700 Nm, disponível numa faixa de rotação mais ampla (3.000 a 7.000 rpm).
Comparativo Detalhado: 675LT vs. 650S

Para entender a magnitude da engenharia do 675LT, apresentamos uma tabela comparativa direta com o modelo base 650S:

Característica McLaren 650S McLaren 675LT Análise da Diferença
Potência 650 PS (641 bhp) 675 PS (666 bhp) +25 PS, mas com entrega mais agressiva.
Torque 678 Nm 700 Nm Aumento de torque e melhoria na curva de entrega.
Peso Seco ~1.330 kg 1.230 kg -100 kg. Uma redução massiva que afeta aceleração, frenagem e curvas.
0-200 km/h 8,4 s 7,9 s 0,5s mais rápido é uma eternidade em performance de supercarros.
Aerodinâmica Padrão Longtail (+40% Downforce) O 675LT cola mais no chão em altas velocidades.
Escapamento Aço Titânio Mais leve, mais barulhento e resistente ao calor.
Suspensão ProActive Chassis Derivada do P1 Molas muito mais rígidas e via dianteira mais larga.
Interior Conforto/Couro Pista/Alcantara Remoção de carpetes e isolamento acústico para economizar peso.

Insight de Engenharia: A simples leitura dos números de 0-100 km/h (3,0s vs 2,9s) esconde a verdadeira diferença. A limitação em baixa velocidade é a tração dos pneus. A verdadeira vantagem do 675LT revela-se acima dos 100 km/h, onde a aerodinâmica e a relação peso-potência superior permitem que ele se distancie rapidamente do 650S.

Experiência de Condução e Interior

O interior do 675LT é um exercício de minimalismo funcional.

Cockpit Focado

  • Assentos: Bancos de fibra de carbono tipo "concha" (bucket seats) baseados no P1 são padrão. Eles oferecem suporte lateral extremo, essencial para as forças G que o carro gera em curvas.
  • Acabamento: O uso extensivo de Alcantara em vez de couro economiza peso e reduz reflexos no para-brisa. O ar condicionado foi removido da configuração padrão para economizar 11 kg, mas podia ser recolocado sem custo (opção escolhida pela maioria dos compradores).
  • Ruído e Vibração (NVH): A McLaren reduziu propositalmente o isolamento acústico. O som de pedras batendo nas caixas de roda de carbono, o zumbido da transmissão e o rugido do escape de titânio entram na cabine sem filtro. Além disso, os coxins do motor são 300% mais rígidos, transmitindo as vibrações do V8 diretamente para o chassi de carbono e para as costas do motorista, aumentando a sensação de conexão mecânica.

Active Dynamics Panel (ADP)

No console central, o motorista encontra o ADP, que controla o caráter do carro:

  • Modos de Powertrain: Normal, Sport e Track (ativa o "Ignition Cut" e abre válvulas de escape).
  • Modos de Handling: Normal, Sport e Track (endurece a suspensão e relaxa o controle de estabilidade ESC).
  • McLaren Track Telemetry (MTT): Um sistema integrado com câmeras e GPS permite gravar voltas em circuitos e analisar dados de telemetria na tela central.
Cores e Personalização

A McLaren ofereceu uma paleta de cores vibrante e histórica para o lançamento do 675LT. As cores ajudaram a definir a personalidade agressiva do carro.

Cores de Lançamento e Populares

  • Chicane Grey: Um cinza sólido, técnico e ameaçador, tornou-se a cor de assinatura do modelo, frequentemente combinada com interior laranja.
  • Napier Green: Um verde brilhante e ácido.
  • McLaren Orange: O laranja histórico da marca.
  • Delta Red: Um vermelho profundo.
  • Silica White: Branco perolado.

Além destas, a divisão MSO permitia pintar o carro em praticamente qualquer cor desejada mediante custo extra.

Confiabilidade e Manutenção

Sendo um supercarro de alto desempenho, a manutenção é rigorosa, mas o 675LT é considerado mecanicamente robusto, beneficiando-se da maturidade da plataforma que começou com o 12C.

Pontos de Atenção

  • Acumuladores de Suspensão: O sistema hidráulico da suspensão possui acumuladores que podem perder pressão com o tempo, resultando em uma condução excessivamente dura e saltitante. A substituição é um item de manutenção conhecido.
  • Vazamentos de Refrigerante: Braçadeiras de mangueiras podem soltar-se devido à vibração, causando pequenos vazamentos de líquido de arrefecimento.
  • Para-brisas: Devido à espessura reduzida (para economizar peso), o para-brisa é mais suscetível a trincas por impactos de pedras.
  • Freios: Os discos de cerâmica de carbono duram muito em uso de rua, mas o uso intensivo em pista pode exigir substituições caras.
O Legado do 675LT

O McLaren 675LT encerrou a sua produção em 2017, mas o seu impacto perdura. Ele estabeleceu a fórmula para todos os futuros modelos "LT" da marca (como o 600LT e o 765LT): peso reduzido, aerodinâmica ativa e foco total no envolvimento do motorista.

Para muitos colecionadores e jornalistas automotivos, o 675LT permanece como o "ponto ideal" da McLaren moderna. Ele combina o tamanho compacto e a direção hidráulica comunicativa da geração antiga com um desempenho que ainda hoje, anos após seu lançamento, é capaz de humilhar supercarros muito mais novos. Com apenas 1.000 unidades principais produzidas (500 Coupe + 500 Spider), ele garantiu seu lugar na história como um dos grandes analógicos-digitais de sua era.

A combinação de exclusividade, a pureza da direção hidráulica (uma tecnologia que está desaparecendo) e a brutalidade do motor M838TL tornam o 675LT não apenas um capítulo na história da McLaren, mas um volume inteiro dedicado à busca pela perfeição dinâmica.

Dados técnicos baseados em: • Catálogo oficial da montadora • Documentação WLTP / Inmetro quando disponível • Press releases oficiais

Conteúdo editorial produzido por Gabriel Carvalho. | Última revisão: Dezembro/2025.