O Audi 100 Coupé foi produzido unicamente no ciclo da plataforma C1 (código de fábrica F105) entre os anos de
1970 e 1976. Ao contrário das linhas de sedãs da família 100, que continuaram em evolução nas gerações C2,
C3 e C4, o Coupé S não recebeu uma segunda geração direta sob essa mesma nomenclatura; nas décadas
seguintes, o perfil esportivo da montadora migrou para a linha Audi Coupé/Audi Quattro, derivada da
plataforma menor do Audi 80. Durante seus seis anos de produção, o Coupé S registrou três momentos de
evolução técnica e estética claramente definidos.
A primeira fase abrangeu os anos-modelos de 1970 a meados de 1972. Nesse período, o carro utilizava a versão
mais potente de seu motor a combustão, alimentada por carburação dupla, além de trazer um interior
sofisticado composto por acabamentos imitando madeira no painel, instrumentos auxiliares posicionados no
console central, volante esportivo regulável em inclinação e bancos individuais com apoio de cabeça
integrado.
A segunda fase ocorreu entre o final de 1972 e meados de 1973, tratando-se de uma atualização estritamente
mecânica. Pressionada pela necessidade de cumprir limites mais rígidos de emissões veiculares e visando
contornar a desregulagem frequente dos carburadores paralelos, a engenharia da marca padronizou o sistema
com um único carburador de fluxo progressivo, gerando uma pequena redução na potência declarada, mas
mantendo a faixa de torque estável em baixas e médias rotações.
A terceira fase correspondeu ao facelift de meia-vida (frequentemente identificado pela comunidade de
preservação técnica como geração C1.5), implementado a partir de setembro de 1973 para o ano-modelo 1974 e
mantido até o encerramento da produção em 1976. No aspecto externo, a grade frontal de perfil metálico foi
substituída por uma grade plástica preta antirreflexo com nova distribuição de barras horizontais. Na seção
posterior, as lanternas verticais chanfradas deram lugar a conjuntos de lentes retangulares maiores e
retilíneas. O habitáculo recebeu novo quadro de instrumentos integrado, sistema reformulado de ventilação,
novos materiais de forração interna e cintos de segurança aprimorados. No plano dinâmico, a principal
intervenção ocorreu entre 1974 e 1975, quando a montadora eliminou os problemáticos freios dianteiros
internos e reposicionou os discos de modo convencional nos cubos das rodas dianteiras (outboard brakes),
solucionando o acúmulo excessivo de calor no cofre do motor.