Durante os primeiros três anos de produção, o Avenger sedã ofereceu uma gama de três motores nos Estados
Unidos, cada um atendendo a um perfil diferente de custo e desempenho.
O Motor 2,4 Litros World Engine
A opção de entrada, presente nas versões SE e SXT, era o motor 2,4 litros de quatro cilindros da família GEMA
(Global Engine Manufacturing Alliance). Este motor, fruto da cooperação entre Chrysler, Mitsubishi e
Hyundai, utilizava duplo comando de válvulas variável (VVT) para equilibrar potência e economia. Produzindo
173 cavalos de potência e 166 lb-ft de torque, ele permitia ao Avenger atingir até 30 milhas por galão (mpg)
em rodovias, uma marca competitiva para a época. No entanto, este motor era frequentemente criticado por ser
ruidoso e áspero sob aceleração pesada, especialmente quando acoplado à transmissão automática de quatro
velocidades que era padrão nessas versões.
O V6 de 2,7 Litros Flex-Fuel
A opção intermediária para a versão SXT era o motor V6 de 2,7 litros da Chrysler. Com 189 cavalos, este
propulsor oferecia uma entrega de potência mais linear e suave que o quatro cilindros. Uma de suas grandes
vantagens era a tecnologia Flex-Fuel, permitindo o uso de gasolina ou etanol E85. Apesar do refinamento
extra, seu consumo era mais elevado, e ele também era limitado pela transmissão automática de quatro
velocidades.
O V6 de 3,5 Litros High Output
A versão topo de linha R/T recebia o motor V6 de 3,5 litros, que entregava 235 cavalos e 232 lb-ft de torque.
Este motor era significativamente mais potente e transformava o Avenger em um sedã verdadeiramente rápido,
capaz de fazer ultrapassagens com facilidade. O diferencial técnico desta versão, além do motor, era a
transmissão automática de seis velocidades com função AutoStick, que permitia trocas manuais e oferecia
relações de marcha mais próximas para uma aceleração mais ágil.
Em 2008, o Avenger R/T também podia ser equipado com um sistema de tração integral (AWD) sob demanda, algo
raro no segmento de sedãs médios acessíveis. Esse sistema enviava torque para as rodas traseiras apenas
quando necessário, como em acelerações fortes ou em pisos escorregadios, melhorando a estabilidade e a
tração. Contudo, devido ao peso adicional e ao impacto no consumo, a versão AWD foi descontinuada após o
ano-modelo 2008.